O Alentejo foi uma das regiões do país que registou maior crescimento no número de empresas criadas em 2024, com um aumento de 1,9% face ao ano anterior, segundo o destaque divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a Demografia das Empresas.
De acordo com os dados oficiais, Portugal contabilizou em 2024 um total de 246.589 nascimentos de empresas, num universo de 1.593.415 empresas ativas. Apesar de o número nacional ter apresentado um ligeiro decréscimo de 0,1%, algumas regiões, como o Norte e o Alentejo, destacaram-se pelos maiores aumentos percentuais.
Alentejo com evolução positiva na dinâmica empresarial
O relatório indica que o Alentejo registou um crescimento acima da média nacional na criação de empresas, num contexto em que regiões como o Algarve sofreram uma quebra acentuada de 9,1% e a Península de Setúbal de 3,2%.
O INE aponta que o Norte concentrou a maior proporção de novos nascimentos empresariais (31,9%), seguido da Grande Lisboa (26,7%), mas sublinha que o Alentejo integra o grupo das regiões com maior evolução positiva no indicador.
Mais empresas e saldo positivo no país
O destaque revela ainda que as novas empresas criadas em Portugal em 2024 empregaram 292.856 pessoas e geraram 4.681 milhões de euros de volume de negócios. No mesmo período, estima-se que tenham encerrado 186.707 empresas, o que correspondeu a uma redução de 208.270 postos de trabalho e de 3.982 milhões de euros em volume de negócios.
Apesar das mortes empresariais, o saldo entre nascimentos e encerramentos foi positivo, com mais 59.882 empresas em termos líquidos.
Setores com maior peso na criação de empresas
Segundo o INE, os setores que concentraram o maior número de novas empresas foram os Outros serviços, a Construção e atividades imobiliárias e o Comércio. Entre os setores com maior crescimento destacaram-se os Transportes e armazenagem e a Construção.
Em sentido contrário, o Alojamento e restauração registou uma descida de 20,1% no número de empresas criadas.
Dados do INE sobre 2024
O relatório do INE é baseado no Sistema de Contas Integradas das Empresas, alimentado sobretudo pela Informação Empresarial Simplificada (IES) e pelas declarações fiscais das empresas individuais. As mortes de empresas em 2024 são ainda valores estimados, enquanto os dados de 2023 permanecem provisórios.



















