Incêndios: Prisão preventiva para suspeito de fogo posto em Évora

Prisão Preventiva

O homem, de 25 anos, detido em flagrante delito pela PSP na quarta-feira em Évora, por suspeitas de fogo posto, vai aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva, revelou hoje aquela força de segurança.

A mesma fonte indicou à agência Lusa que o suspeito de crime de incêndio florestal foi encaminhado para o Estabelecimento Prisional de Beja, após ter sido presente, na quinta-feira, a um juiz de Instrução no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora, para primeiro interrogatório judicial.

O DIAP de Évora, em comunicado publicado na sua página de Internet, adiantou que o juiz aplicou ao arguido a medida de coação de prisão preventiva por entender “verificarem-se, em concreto, os perigos de continuação da atividade criminosa e de perturbação da ordem e tranquilidade públicas“.

Segundo o DIAP, o inquérito prosseguirá os seus termos na 1.ª secção do DIAP da Comarca de Évora.

No momento da detenção foram apreendidos ao arguido caixas de acendalhas, lenços e guardanapos de papel e isqueiros, material que terá utilizado para deflagrar dois incêndios, ambos na periferia da cidade de Évora“, lê-se no comunicado.

Segundo o DIAP, estes incêndios consumiram “vegetação” e “tinham potencialidade para atingir pessoas, animais, habitações e infraestruturas“.

Na quinta-feira, o Comando Distrital de Évora da PSP, em comunicado enviado à Lusa, indicou que o suspeito foi detido por agentes da Esquadra de Investigação Criminal, quando “ateava fogo a uma zona de mato”, junto à Estrada Nacional 114, que faz a ligação entre Évora e Montemor-o-Novo.

Segundo a polícia, o homem é suspeito de ser o autor de mais dois incêndios que deflagraram no mesmo dia, em zona de mato, no Alto de São Bento, em Évora.

A PSP também disse ter apreendido ao suspeito vários objetos relacionados com o ilícito, como acendalhas, isqueiro e maços de lenços de papel utilizados para proceder à ignição de incêndio.

No comunicado, a PSP adiantou que, relativamente aos fogos alegadamente ateados pelo homem, os bombeiros extinguiram as chamas, tendo os incêndios queimado cerca de um hectare de árvores e pasto.