Hospital de Évora realizou pela primeira vez uma angiografia cerebral de diagnóstico

Angiografia cerebral

O Centro de Responsabilidade Integrado Cérebro-Cardiovascular do Alentejo (CRIA) do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) realizou a primeira angiografia cerebral de diagnóstico, no âmbito do recente projeto de desenvolvimento da Angiografia na área da Neurorradiologia, liderado pela Dra Luísa Biscoito, Neurorradiologista.

A angiografia cerebral permite o diagnóstico e melhor caracterização de patologias cerebrovasculares, como por exemplo os aneurismas cerebrais, malformações vasculares, patologia isquémica assim como o tratamento de algumas dessas patologias.” explica Luísa Biscoito, Responsável pela Unidade de Neurorradiologia, inserida no CRIA.

Esta Unidade tem como objetivo melhorar e reforçar a capacidade de resposta à população de referência e à comunidade médica da região do Alentejo, na área da patologia cérebro-vascular. O desenvolvimento desta Unidade permite uma aproximação de cuidados, promovendo a equidade no SNS. Desta forma, os doentes do Alentejo já não precisam de se deslocar aos grandes centros para realizar este tipo de exame.” afirma a Neurorradiologista.

Para Lino Patrício, Diretor do CRIA, “este é mais um passo para o desenvolvimento do CRIA: a formação de uma equipa multidisciplinar que consiga dotar o Hospital de Évora de mais respostas na área da patologia cérebro-vascular para a região. Ficamos muito orgulhosos por contar com a participação da Drª Luísa Biscoito, uma neurorradiologista de referência a nível nacional, que aceitou integrar a nossa equipa. Esta é a primeira fase de um plano cujo objetivo principal será tratar o acidente vascular cerebral em fase aguda”.

Recorde-se que uma angiografia é um exame de diagnóstico concebido para visualizar a circulação de um determinado local do organismo, com o propósito de identificar potenciais alterações ou lesões que expliquem um quadro clínico e oferecer potenciais soluções terapêuticas. Os vasos sanguíneos não são visíveis em exames convencionais e, por isso, torna-se necessária a administração de uma substância de contraste ou de um corante que permita a sua visualização.