“Há autarquias preocupadas com os seus munícipes e que entendem que através das parcerias chegamos mais longe”, diz Maria de Belém, no Alandroal (c/som)

Os Municípios de Alandroal, Portel e Viana do Alentejo associaram-se à Associação Dignitude, através da assinatura de protocolo de cooperação para a adesão ao programa “Abem”, tendo a cerimónia ocorrido no Auditório da Câmara Municipal de Alandroal, esta terça-feira (24 de Setembro).

A Associação Dignitude tem por missão o desenvolvimento de programas solidários de grande impacto social, que promovam a qualidade de vida e o bem-estar dos portugueses, pretendendo assumir-se como uma Plataforma de Responsabilidade Social.

O programa “Abem” tem por objetivo garantir o acesso ao medicamento, em ambulatório, por parte de qualquer cidadão que, em Portugal, se encontre numa situação de carência económica e que seja portador de receita médica. A sua operacionalização está alicerçada na capacidade e logística da rede das Farmácias Portuguesas.

Este protocolo de cooperação, ao qual se associam as farmácias dos referidos Concelhos – irá facultar medicamentos à população carenciada de Machico, numa vertente de cariz social e solidário, garantindo-se o acesso aos medicamentos através do projeto “Abem: Rede Solidária do Medicamento”, uma iniciativa da Associação Dignitude, que conta com o apoio de várias instituições de solidariedade social e entidades ligadas à saúde, nomeadamente as associações de farmácias.

ODigital.pt marcou presença nesta cerimónia e falou com a representante da Associação Dignitude, Maria de Belém, que começou por falar da assinatura do protocolo com estes três municípios, dizendo que “é um bom sinal de entendimento relativamente aquilo que é essencial para a vida, para a saúde e para o bem-estar das pessoas. Há autarquias preocupadas com os seus munícipes e autarquias que entendem que através das parcerias chegamos mais longe. Foi isso que aconteceu aqui hoje, no desenvolvimento de um programa que tem um inequívoco retorno social na medida em que apoia famílias mais desprotegidas, agregados familiares mais desprotegidos, nos medicamentos prescritos na parte em que não é comparticipada pelo estado. De maneira que foi isso que estivemos a fazer. Foi bom juntar três autarquias para fazer uma coisa boa e que é inequívoca para as pessoas que irá abranger.”

Questionada se este tipo de protocolos poderia ser assinado com outras autarquias do Alentejo, Maria de Belém, afirmou que “basta os municípios quererem. Como eu disse aqui na minha intervenção, nós podemos considerar que isto é uma responsabilidade do estado e do ponto de vista teórico é. Saber se o estado tem recursos ou não, pelos vistos não pois  há muita gente, que infelizmente por força dos níveis de pobreza que atinge o nosso país, não consegue fazer face a este tipo de despesas e a sociedade civil tem duas alternativas: ou faz de conta que o problema não existe e vive bem com ele ou entende que pode fazer alguma coisa, sobretudo colaborando com quem já montou uma instituição para fazer face” a este tipo de situações.

A responsável conclui dizendo que esta associação existe e este protocolo assinado surgem “no sentido de tentar minorar um problema grave que é o problema de chegar às pessoas mais vulneráveis na resposta aos problemas, ou a parte , de saúde que têm e que podem ser controlados através de medicamentos. O acesso ao medicamento é um problema que está identificado na Europa como sendo grave, mesmo em países mais ricos do que nós, e portanto se podermos juntar, cada um, aquilo que pode dar no sentido de ir resolvendo este tipo de sofrimentos acho que fazemos bem e foi isso que hoje estivemos a fazer, a cumprir a nossa obrigação de autarquias e presidentes preocupados com o bem-estar dos seus munícipes e de cidadãos da sociedade civil igualmente preocupados.”