Um grupo internacional de jovens profissionais esteve esta semana em Vila Viçosa para descobrir o potencial da vila e propor novas ideias ao município.
Flor dos Reis, natural de Buenos Aires, vive em Quarteira há quatro anos e foi a porta-voz do grupo que passou uma semana no Alentejo, em declarações a’ODigital.pt.
Flor conta que trabalha a partir de casa e para ela, o conceito de “nómada digital” é mais flexível do que parece, pois “há quem mude constantemente de localização e quem prefira ter uma base fixa, mas com liberdade para trabalhar onde quiser”.
Turismo, história e mármore: os pilares de um projeto local
O grupo é composto por seis jovens – quatro portugueses, uma natural dos Países Baixos e Flor, (argentina) mas com raízes portuguesas. A iniciativa surgiu no âmbito do AlenteJourney, em junho deste ano, quando “estivemos aqui algumas horas”.
Sentimo-nos bem recebidos e ficou a vontade de regressar para conhecer melhor e contribuir com ideias”, explicou Flor.
Durante esta semana, o grupo trabalhou em três áreas sugeridas pelo município – turismo, história e mármore – com o objetivo de criar um relatório com propostas para o desenvolvimento local.
“Há muitas oportunidades de comunicação e de ligação entre a população e o mármore”, destacou Flor, vincando ainda que “podem nascer projetos de arte, inovação e tecnologia.”
Vila Viçosa pode atrair famílias com trabalho remoto
A jovem argentina acredita que Vila Viçosa tem tudo para atrair quem procura qualidade de vida, pois “vejo cada vez mais pessoas à procura de uma vida mais tranquila, longe da loucura das cidades”.
Para Flor, o município tem algo raro: “abertura” ao diálogo. Já que “nem todos os municípios estão dispostos a ouvir novas ideias e aqui sentimos esse interesse genuíno.”
A argentina defendeu que o primeiro passo pode ser “atrair pessoas” que trabalhem remotamente, já que “não precisam de emprego local, e a sua presença pode gerar novas necessidades e comércio”.
Desta forma, Flor acredita que Vila Viçosa pode ser uma alternativa real a Lisboa, uma vez que “conheço famílias com trabalhos remotos que procuram um lugar assim”. “Se gostarem, acabam por ficar para sempre”, disse ainda.
Um futuro de novas oportunidades
A iniciativa pretende inspirar uma nova dinâmica na vila e mostrar que o interior pode ser atrativo.
“É triste ver casas vazias e abandonadas. Se houvesse mais propostas e visibilidade, muita gente teria vontade de vir para cá”, afirmou Flor.
Ainda assim, o grupo termina a semana com entusiasmo e esperança, pois “queremos que o relatório sirva para algo positivo e que haja continuidade”.
“Vila Viçosa tem tudo para se tornar um exemplo de inovação e qualidade de vida no Alentejo”, rematou Flor dos Reis.



















