A Câmara Municipal de Grândola, no Alentejo Litoral, apresentou, recentemente, o projeto de reabilitação e escavação do monumento megalítico do Lousal, um projeto de arqueologia comunitária que tem por objetivo devolver à sociedade o usufruto pleno do monumento.
Segundo a autarquia, o projeto de requalificação irá permitir a visitação livre e desimpedida ao local e facilitar a leitura e compreensão da monumentalidade do conjunto, possibilitando assim o seu usufruto social e pedagógico.
O projeto a executar inclui a construção de um novo passadiço de acesso, o sítio arqueológico irá também beneficiar de um enquadramento paisagístico e visual mais harmonioso com o entorno natural.
A escavação, que irá decorrer até 28 de julho, tem uma componente de Arqueologia comunitária uma vez que é realizada pelos técnicos do setor de património da Câmara de Grândola, com jovens do concelho, no âmbito do projeto municipal «Bora Lá Bulir» e aberto à população, que pode — e é convidada a — colaborar em todo este processo de valorização, preservação e divulgação do património histórico e cultural.
Recorde-se que o monumento megalítico do Lousal foi escavado em 1952 por uma equipa dos então denominados Serviços Geológicos e Mineiros, dirigida por Octávio da Veiga Ferreira, e se encontra classificado como Imóvel de Interesse Público (Decreto n.º 29/90) desde 1990. A importância do património arqueológico da região foi recentemente reconhecida com a incorporação de mais 13 monumentos megalíticos na classificação do Megalitismo Alentejano (Anúncio 17/2023), totalizando atualmente 16 sítios classificados no concelho de Grândola.
















