A criação de uma Grande Área de Acolhimento Empresarial no Interior do Alentejo está confirmada, mas a localização será decidida pelo Governo após a realização de estudos técnicos pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo.
A posição foi transmitida este domingo, em Estremoz, pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, em declarações ao jornal ODigital.pt sobre a proposta apresentada pelos municípios da Zona dos Mármores e Alqueva.
«O projeto de criar uma grande área empresarial no Alentejo Interior está assumido, é para levar para diante», afirmou o governante, acrescentando que «a localização em concreto vai depender muito do estudo técnico que a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo vier a fazer».
Governo não se compromete com proposta da Zona dos Mármores e Alqueva
A proposta defendida pelos municípios de Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Sousel e Vila Viçosa aponta para uma localização junto à Estação Técnica n.º 2 do Corredor Internacional Sul.
Questionado sobre a possibilidade de a infraestrutura ser instalada neste território, Manuel Castro Almeida não se comprometeu com qualquer localização.
«Não me posso pronunciar nesta altura sobre nenhuma proposta em concreto. Vou esperar pelo trabalho que a Comissão de Coordenação vier a fazer e, em função disso, o Governo tomará decisões», declarou ao ODigital.pt.
O ministro afastou a possibilidade de a escolha resultar apenas de uma decisão política, sublinhando a necessidade de avaliar previamente as condições existentes em cada localização.
«Não queremos tomar uma decisão estritamente política. A política tem de assentar em pressupostos técnicos», afirmou.
Segundo Manuel Castro Almeida, a CCDR Alentejo deverá realizar os estudos e apresentar posteriormente uma proposta ao Governo, a quem caberá a decisão final.
Acessibilidades, água e rede elétrica entre os critérios
O governante indicou que a análise deverá considerar fatores como as acessibilidades, os recursos naturais, as características dos terrenos e a disponibilidade de infraestruturas.
«Temos de colocar [a área empresarial] no sítio mais apropriado do ponto de vista das acessibilidades, dos recursos naturais, da estabilidade dos terrenos, da orografia, da existência de água e de redes elétricas de muito alta tensão», explicou.
Manuel Castro Almeida acrescentou que poderá existir «espaço para uma decisão política», desde que esta seja «sustentada em trabalho técnico».
O ministro anunciou ainda que deverá reunir-se com os presidentes das comissões de coordenação e desenvolvimento regional para definir orientações destinadas à identificação das possíveis localizações.
«Vamos definir algumas orientações para que os presidentes das comissões de coordenação possam identificar as melhores soluções», adiantou.
Plataforma ferroviária está sob responsabilidade das Infraestruturas
Sobre a instalação de uma plataforma de cargas e descargas junto à Estação Técnica n.º 2, associada à proposta dos sete municípios, Manuel Castro Almeida remeteu o processo para o Ministério das Infraestruturas e Habitação.
«Esse assunto cai diretamente na competência do meu colega das Infraestruturas. É ele que está a tratar desse assunto e eu ainda há pouco tempo falei com ele», revelou, sem adiantar o ponto de situação do projeto.
Os municípios defendem que a proximidade à nova Linha de Évora, à autoestrada A6, à indústria dos mármores e às atividades agroindustriais constitui uma vantagem para a instalação da Grande Área de Acolhimento Empresarial. A dimensão, o investimento, o modelo de financiamento e o calendário do projeto ainda não são conhecidos.













