Governo quer rever apoio domiciliário e chegar a mais 35.400 pessoas

Reformados

O governo está a fazer uma revisão dos requisitos das várias respostas sociais dedicadas ao envelhecimento, para conseguir um apoio domiciliário que chegue a mais pessoas, disse ontem a ministra da Segurança Social.

“É neste sentido que estamos a preparar uma simplificação dos processos de licenciamento dos lares, mas também dos requisitos dos lares, tirando consequências da pandemia e aplicando novas regras relativamente aos lares”, disse Ana Mendes Godinho numa apresentação da proposta de Orçamento do Estado para 2022 na área da Segurança Social.

Essa revisão diz também respeito ao apoio domiciliário e, segundo explicou a ministra, com o objetivo de ter maior capacidade de resposta e “chegar a muito mais gente”, através de “novas formas de capacitação e utilização de novas tecnologias”.

“Estamos a trabalhar na revisão dos requisitos do apoio domiciliário para ser cada vez mais uma forma de promover a autonomia e a independência em detrimento da institucionalização”, disse.

Segundo Ana Mendes Godinho, trata-se da nova geração de apoio domiciliário, que poderá abranger 35.400 novas pessoas.

Disse também que é intenção do governo “abrir avisos específicos dedicados a respostas sociais inovadoras para o envelhecimento, prevendo modelos de habitação colaborativa e aldeias sénior”.

No que diz respeito às pessoas com deficiência, Ana Mendes Godinho adiantou que vão abrir 1.445 novas vagas nos Centros de Atividade, alem de 580 novas vagas em lares residenciais e 240 novas vagas na nova geração de residências de autonomização.