Governo já recebeu mais de 50 contributos para a alteração da Lei da Caça

Caçador

O ministro do Ambiente afirmou, esta terça-feira, no parlamento que as alterações previstas para o setor da caça vão prevenir “atos ignóbeis” como o que aconteceram na Herdade da Torre Bela, em Azambuja, com o abate de 540 animais.

João Matos Fernandes foi ouvido esta tarde, juntamente com o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, pela comissão de Agricultura e Mar a propósito do abate de 540 animais, em dezembro do ano passado, durante uma montaria ocorrida na Herdade da Torre Bela, no distrito de Lisboa.

Nesta audição, o ministro do Ambiente revelou que no processo em curso de revisão da Lei da Caça “já foram recolhidos mais de 50 contributos de entidades do setor, de associações ambientalistas e até de particulares”, apontou.

Entre as alterações a introduzir, que já tinham sido anteriormente anunciadas, destacam-se a necessidade de comunicação prévia das montarias, o reforço da fiscalização da caça no terreno e a obrigatoriedade de realização de censos populacionais anuais a todas as espécies de caça maior, com exceção do javali, indicou.