Domingo, Setembro 25, 2022
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Governo diz que segurança rodoviária deve continuar a ser “desígnio nacional”

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O Governo defendeu que a segurança rodoviária “é e deve continuar a ser” assumida como um “desígnio nacional”, associando-se à celebração do Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada, que se assinala hoje.

A iniciativa criada pela Federação Europeia de Vítimas da Estrada e posteriormente oficializada como Dia Mundial pelas Nações Unidas, realiza-se todos os anos no terceiro domingo de novembro e tem como objetivo “lembrar as pessoas que perderam a vida ou a sua saúde nas estradas, assim como prevenir a ocorrência de mais acidentes”, lê-se num comunicado do Ministério da Administração Interna (MAI).

“Ainda que o número de vítimas das estradas tenha diminuído de forma significativa nos últimos anos em Portugal, não nos podemos conformar”, adianta.

Nesse sentido, a segurança rodoviária “é e deve continuar a ser assumida como uma prioridade e como um desígnio nacional”, lembra.

O comunicado refere ainda que os acidentes de trânsito são “eventos repentinos e violentos”, com “consequências trágicas, duradouras” e com “elevados custos familiares, sociais e económicos.

Por isso, esta data deve ser vista também como uma “oportunidade para refletir sobre o que fazer para salvar vidas e para nos fazer, a todos nós, enquanto cidadãos, adotar comportamentos responsáveis”, contribuindo assim para a “promoção da segurança rodoviária” e para a “diminuição da sinistralidade nas estradas”, lê-se na nota distribuída.

A secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, associa-se à celebração do Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada, acrescenta ainda o comunicado do MAI.

Diversas associações assinalam hoje o Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada com uma marcha lenta em Évora, uma vigília frente ao parlamento em Lisboa e o lançamento de uma petição pela redução da velocidade nas cidades.

“A evocação pública da memória daqueles que perderam a vida e a saúde nas estradas e ruas portuguesas significa um reconhecimento, por parte do Estado e da sociedade, da trágica dimensão da sinistralidade, e ajuda os sobreviventes a conviver com o trauma de memórias dolorosas resultantes de desastres rodoviários. Presta também homenagem às equipas de emergência, à polícia, aos profissionais médicos e outros que diariamente lidam com as consequências traumáticas da sinistralidade”, lê-se num comunicado dos organizadores, Organizados pela Liga das Associações Estrada Viva e pela Associação Gare.

Segundo o relatório de sinistralidade rodoviária publicado em agosto pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), entre janeiro e agosto, registaram-se 17.668 acidentes com vítimas no continente, dos quais resultaram 242 vítimas mortais, 1.261 feridos graves e 20.630 feridos leves.

A ANSR avança que as vítimas mortais diminuíram 5,5% (menos 14) em relação ao período homólogo de 2020, mas os acidentes com vítimas aumentaram 3,7% (mais 629), os feridos graves subiram 4,6% (mais 55) e os feridos ligeiros subiram 4% (mais 784).

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