A Guarda Nacional Republicana (GNR) alertou para o aumento da sinistralidade envolvendo trotinetes elétricas em Portugal, tendo sido registados mais de 1.900 acidentes e 10 vítimas mortais nos últimos sete anos. No Alentejo, os distritos de Beja, Évora e Portalegre somam 51 acidentes desde 2019.
De acordo com os dados divulgados pela GNR, o número de ocorrências manteve-se reduzido até 2021, mas registou um aumento significativo a partir de 2023. Nesse ano foram contabilizados 547 acidentes em todo o país, número que subiu para 706 em 2024.
Em 2025 verificou-se uma redução para 458 ocorrências, mas os números continuam elevados. Em 2026, até 28 de fevereiro, já tinham sido registados 72 acidentes.
Situação no Alentejo
Nos três distritos do Alentejo sob responsabilidade da GNR foram contabilizados, no total, 51 acidentes entre 2019 e fevereiro de 2026.
O distrito de Beja regista o maior número de ocorrências na região, com 23 acidentes no período analisado. Destes, sete ocorreram em 2025 e seis em 2024.
No distrito de Évora foram registados 15 acidentes desde 2019. Os anos com mais ocorrências foram 2024, com sete acidentes, e 2023, com quatro.
Já no distrito de Portalegre foram contabilizados 13 acidentes no mesmo período, destacando-se 2024 com seis ocorrências.
Nos três distritos alentejanos não foram registadas vítimas mortais associadas a acidentes com trotinetes no período analisado.
Aumento da sinistralidade no país
A nível nacional, os dados da GNR indicam que nos últimos sete anos foram registadas 10 vítimas mortais, 88 feridos graves e 1.442 feridos leves em acidentes envolvendo trotinetes elétricas.
Os distritos de Aveiro e Faro apresentam o maior número de acidentes e feridos, enquanto Setúbal regista o maior número de vítimas mortais no período analisado.
Segundo a GNR, «o aumento da utilização destes veículos nos centros urbanos e zonas de lazer tem contribuído para o crescimento da sinistralidade».
Principais causas e fiscalização
A Guarda identifica como principais fatores para estes acidentes a circulação em locais proibidos, nomeadamente nos passeios, o desrespeito pela sinalização e a não utilização de equipamentos de proteção.
Face a este cenário, a GNR tem intensificado ações de fiscalização e sensibilização dirigidas aos utilizadores de veículos de micromobilidade.
A força de segurança recorda que as trotinetes elétricas são equiparadas a velocípedes para efeitos de circulação rodoviária, devendo os seus condutores cumprir as regras previstas no Código da Estrada.
Entre as recomendações estão a utilização de capacete, o uso de vestuário retrorrefletor, a circulação em ciclovias ou na faixa de rodagem e o respeito pelas taxas legais de álcool no sangue.
A GNR indica que continuará a monitorizar a utilização destes veículos e a promover ações de sensibilização para reduzir a sinistralidade rodoviária.


















