Fundação da Casa de Bragança aprova novo regulamento para o Museu-Biblioteca, e tem aumento de 2% em encargos com recursos humanos (c/som)

A partir de 1 de Janeiro, o funcionamento interno do Museu-Biblioteca da Fundação da Casa de Bragança, em Vila Viçosa, sofrerá umas ligeiras alterações.

As alterações que agora entram em vigor, vêm na sequência da recente aprovação de um novo regulamento interno que reclassifica algumas funções e designa Maria de Jesus Monge, como directora de todos os serviços existentes em Vila Viçosa.

ODigital.pt falou recentemente com o Presidente do Conselho de Administração da Fundação da Casa de Bragança, Alberto Ramalheira, que nos explicou um pouco deste novo regulamento, começando por dizer que “já era há muito tempo esperado, foi finalmente aprovado e no fundo trata de traduzir em letra de forma, aquilo que já era o que se vivia nesta casa e portanto foram definidas as funções, foram definidos os serviços, foram definidos vários outros itens e foi esse o aspecto que de certo modo não foi mais do que codificar ou regulamentar o que já se praticava”.

Alberto Ramalheira referiu ainda que “definiu-se também uma abrangência maior para integrar neste museu-biblioteca, concretamente ficaram também atribuídos espaços que até agora não faziam parte do próprio museu-biblioteca, que são os jardins por exemplo, foi a própria parte que é museológica na Tapada, pois temos lá vários monumentos e todo este envolvimento aqui, os Agostinhos, a Igreja das Chagas, portanto tudo isso agora passa a estar sob a responsabilidade, e todos os castelos que temos, e ficou agora muito bem definido que tudo isso será objecto de uma atenção especial e uma diligência especial por parte da nossa directora Maria de Jesus Monge”, acrescentando que  “aproveitamos também para definir algumas novas funções, alguns técnicos superiores que foram agora designados e naturalmente que foram reclassificados e portanto houve aqui algumas reclassificações em novas funções e aproveitamos também para fazer um nivelamento, digamos, dos salários, pagando de igual modo a funções que eram iguais e que havia diferenciações que não tinham razão de ser e portanto uniformizamos todas essas situações, no fundo para tentar ajustar a realidade àquilo que é preciso ter em atenção, que são as qualificações e os respectivos salários.”

Este aumento nos encargos com os recursos humanos, o Presidente do Conselho de Administração afirma que “é significativo nos tempos que correm, essas reclassificações e as novas funções implicaram 2% dos nossos salários, o que é importante e que é um esforço sobretudo em períodos que são neste momento períodos difíceis”. A crise que o país tem atravessado também se tem reflectido na Fundação, “porque a nossa fundação está muito dependente, não só dos rendimentos que retiramos aqui do próprio palácio e que já são significativos, mas dos rendimentos que também temos da nossa agricultura, da nossa silvicultura, principalmente a nossa cortiça e das pinhas também, tudo isso foi importante, mas tivemos um revês este ano, que foi o rendimento das nossas carteiras de investimento financeiros, que são sempre um complemento para ajudar a cobrir as despesas e que este ano não vamos puder contar, porque as carteiras têm um valor inferior ao que tinham no inicio do ano, de modo a que isso veio enfraquecer as nossas possibilidades de fazer um esforço em termos de encargos”, esclarece Alberto Ramalheira.