Memórias e segredos da muralha de Évora são desvendados numa exposição de fotografia de António Carrapato, que é inaugurada na segunda-feira no Palácio de D. Manuel, naquela cidade alentejana, divulgou hoje a câmara municipal.
Intitulada “Rimas e Diálogos”, a mostra, que pode ser vista até 13 de novembro, integra 45 obras do fotógrafo António Carrapato, colocadas numa das salas do palácio “como se estivessem expostas num troço da muralha”, indicou o município, em comunicado.
Segundo a autarquia, que promove a exposição, as imagens “pretendem dar a conhecer memórias, segredos, vivências e marcas do centro histórico abraçado, há mais de 20 séculos, pela muralha”.
“Não obstante as suas dimensões, a muralha de Évora quase que se tornou invisível, no sentido em que se introduziu e entrosou de tal forma no tecido humano da cidade que, em certos momentos, não há destrinça entre ambos”, realçou o fotógrafo, citado no comunicado.
São esses momentos que António Carrapato se propôs a resgatar e partilhar com o público nesta exposição.
A iniciativa vai ser inaugurada às 17:30 de segunda-feira, no Palácio de D. Manuel, ficando patente ao público até 13 de novembro, de segunda-feira a sábado, das 09:30 às 12:30 e das 14:00 às 18:00, com entrada livre.
Natural de Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, António Carrapato nasceu em 1966 e começou a sua carreira nos anos 90 do século passado a fotografar para jornais portugueses, principalmente para o Público, no Alentejo.
Colaborador da agência Lusa, Carrapato, que estudou fotografia no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa, desenvolve em paralelo “um trabalho de autor, em que constrói uma temporalidade de acasos significativos com um humor muito específico”.
“É no território rural do Alentejo, mas também em contextos urbanos internacionais, que utiliza a sua capacidade de observação para criar um universo visual onde a relação entre o homem e a sua envolvente revelam subtis ironias ou absurdas coincidências”, acrescentou o município.
Com mais de cinco quilómetros, a muralha de Évora, também conhecida como cerca nova e construída nos séculos XIV e XV, está classificada como Monumento Nacional e integra o centro histórico da cidade, inscrito como Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), classificação que cumpre 40 anos em 2026.




















