As candidaturas à 16.ª edição da Bolsa Nacional de Espécies Florestais Autóctones do Projeto Floresta Comum abriram esta terça-feira, 22 de julho, e decorrem até 30 de setembro. A iniciativa disponibiliza 75.065 plantas de 39 espécies arbóreas e arbustivas autóctones, destinadas a entidades responsáveis pela gestão de terrenos públicos ou comunitários (baldios).
O programa apoia projetos que promovam a recuperação da floresta autóctone portuguesa, contribuindo para a conservação da biodiversidade e para a adaptação dos territórios às alterações climáticas.
Três tipologias de projetos elegíveis
Nesta edição, o Projeto Floresta Comum contempla três áreas de intervenção:
- Projetos Florestais e de Conservação da Natureza e Recuperação da Biodiversidade;
- Projetos Educativos;
- Projetos para Parques Urbanos.
Os regulamentos e formulários de candidatura encontram-se disponíveis na página oficial do projeto.
Reforçar a floresta autóctone
O Projeto Floresta Comum resulta de uma parceria entre a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). A iniciativa é parcialmente financiada pelo projeto Green Cork – reciclagem de rolhas de cortiça – e conta com o mecenato da REN – Redes Energéticas Nacionais.
Segundo a organização, o objetivo passa por incentivar a criação e recuperação de áreas florestais compostas por espécies autóctones, promovendo elevados níveis de biodiversidade e a produção de bens e serviços dos ecossistemas.
Espécies adaptadas ao território
Entre as espécies abrangidas encontram-se carvalhos, sobreiros, azinheiras, freixos e outras árvores e arbustos característicos da floresta portuguesa. De acordo com o projeto, a utilização destas espécies permite uma melhor adaptação às condições locais, incluindo períodos de seca, maior resistência a pragas e doenças, um contributo para a mitigação das alterações climáticas e uma maior resistência aos incêndios rurais e florestais.




















