O Parque Ecológico do Gameiro, em Cabeção, recebeu este sábado, 18 de julho, mais uma edição do festival “Música no Rio – Os Outros Sons do Fluviário”, que juntou flamenco, fado e sonoridades ibéricas junto ao rio.
O jornal ODigital.pt acompanhou o evento e falou com o presidente da Câmara Municipal de Mora, Luís Simão, que revelou a intenção de recuperar, nos próximos anos, o conceito original do festival.
Segundo o autarca, a iniciativa nasceu com uma programação mais abrangente, que incluía diferentes géneros musicais. «Este festival nasceu com um conceito completamente diferente daquele que vamos ter aqui hoje e espero, nos próximos anos, caminhar para aquilo que o festival já foi», afirmou Luís Simão.
Município quer recuperar diversidade musical
O presidente da Câmara de Mora explicou que as primeiras edições do festival integravam quatro áreas musicais distintas.
«Tínhamos quatro tipos de música: música clássica, música popular portuguesa, fado e jazz», indicou o autarca, acrescentando que, em 2026, a programação apresentada correspondeu às possibilidades existentes.
Apesar de o formato deste ano ter sido mais concentrado, Luís Simão manifestou a expectativa de que o público pudesse aproveitar a noite de espetáculos. «Aquilo que espero é que quem vier até aqui tenha um bom momento, uma boa noite e que desfrute do espetáculo que vamos ter», declarou.
O programa começou com o grupo espanhol Flamenco Open, seguindo-se a atuação do fadista Pedro Moutinho e, no final da noite, o concerto dos Sangre Ibérico, projeto que cruza fado, flamenco e pop contemporâneo.
Parque Ecológico do Gameiro integra identidade do festival
A localização do evento foi também destacada pelo presidente da Câmara Municipal de Mora, que considerou o Parque Ecológico do Gameiro um dos elementos centrais do festival.
«Estamos no Parque Ecológico do Gameiro, junto ao Fluviário e junto ao açude do Gameiro, portanto, num sítio privilegiado pela natureza», salientou Luís Simão.
Para o autarca, o espaço natural constitui um cenário associado à própria identidade da iniciativa. «De facto, é um cenário muito bonito. Este festival creio que é também uma homenagem a este espaço», acrescentou.
Patrocínios poderão permitir novo formato em 2027
Questionado pelo ODigital.pt sobre a possibilidade de o festival recuperar o modelo original já na próxima edição, Luís Simão afirmou que o município vai desenvolver esforços nesse sentido.
«Vamos trabalhar para isso», garantiu o presidente da Câmara, explicando que a realização de um programa mais alargado depende da obtenção de apoios financeiros.
O autarca recordou que, anteriormente, o festival contava com patrocinadores, fator que permitia suportar os custos associados à programação. «Nessa altura, éramos patrocinados, porque isto fica caro. Vamos tentar arranjar os patrocínios e, se isso for possível, no próximo ano o festival será diferente», concluiu.
A entrada no evento teve um custo de dois euros, com a receita a reverter integralmente para a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mora.





























































