O Festival Castro Mineiro constitui uma «simbiose entre a atividade mineira e a população em geral», afirmou a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, destacando a possibilidade de a iniciativa dar a conhecer o setor a quem não trabalha nas minas.
«Estou aqui com muito gosto novamente no Baixo Alentejo, desta vez em Castro Verde, para um festival no setor mineiro», declarou a governante.
Maria da Graça Carvalho considera que esta região representa um exemplo da relação entre a atividade económica e as comunidades.
«Toda esta região é um grande exemplo para o país de uma convivência entre as atividades económicas, as atividades sociais e a população», afirmou.
Segundo a ministra, a atividade económica tem contribuído para a população do Baixo Alentejo nos planos cultural e social, constituindo uma realidade que deve ser divulgada noutras regiões.
«O que se passa aqui em Castro Verde e também em Aljustrel são exemplos desta convivência entre o setor económico e a população», acrescentou.
Festival abre realidade mineira à população
Maria da Graça Carvalho destacou o papel do Castro Mineiro na aproximação da população à atividade desenvolvida nas minas, através das diferentes iniciativas incluídas no evento.
A ministra classificou o festival como uma iniciativa que «abre o mundo mineiro à população», referindo o dia aberto na Mina de Neves-Corvo e as restantes atividades relacionadas com o setor.
«É uma simbiose entre a atividade mineira e a população em geral, mesmo quem não trabalha lá», salientou.
Para a governante, o festival constitui «uma celebração e uma festa para todos» e permite que a população conheça melhor a realidade das minas existentes no Alentejo.
Contributo da mineração celebrado no festival
Maria da Graça Carvalho associou o Festival Castro Mineiro ao contributo das jazidas exploradas pela Somincor para a produção de cobre e zinco, para a economia nacional, para o emprego e para a transição energética.
«É tudo isto que justamente se celebra neste festival», afirmou.
A ministra considerou, contudo, que a celebração da atividade deve incluir a forma como o desenvolvimento mineiro é concretizado.
«Tão importante como festejar o que se alcançou é saber como isto foi feito, com responsabilidade social e ambiental», declarou.
Maria da Graça Carvalho referiu, neste contexto, a preservação do património natural do concelho, os investimentos relacionados com a utilização da água, o tratamento dos rejeitados provenientes da atividade mineira e a aposta nas energias renováveis, nomeadamente na energia fotovoltaica.
A governante defendeu que este trabalho exige a participação da empresa, do município e da própria comunidade.
Segundo a ministra, Castro Verde demonstra que é possível conciliar a atividade mineira com a proteção do ambiente e com a valorização das condições de vida da população.
A 5.ª edição do Festival Castro Mineiro abriu no dia 4 de setembro, no Parque da Liberdade, em Castro Verde, numa sessão que contou com a presença de Maria da Graça Carvalho. Veja as imagens da abertura do Festival Castro Mineiro.
















