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Feira de Garvão abre com apelo à valorização da raça garvonesa e do mundo rural

Marcelo Guerreiro destacou a valorização da raça garvonesa e das raças autóctones na abertura da Feira de Garvão.

A valorização da raça garvonesa e das raças autóctones marcou esta quinta-feira a abertura da Feira de Garvão, no concelho de Ourique, com o presidente da Câmara Municipal, Marcelo Guerreiro, a destacar o trabalho desenvolvido pelos produtores e entidades do território na preservação e afirmação da raça bovina.

Nas palavras proferidas, o autarca considerou que a evolução alcançada nos últimos anos representa «um momento de orgulho e de satisfação» para o concelho e para os produtores, apontando a crescente valorização da carne garvonesa como um sinal do reconhecimento da raça fora do território.

Marcelo Guerreiro revelou que esteve na abertura da Feira de Moura, certame que decorre em simultâneo com a Feira de Garvão, onde encontrou carne de vaca garvonesa à venda e a ser consumida.

«É encontrar a carne de vaca à venda na Feira de Moura e a ser consumida na Feira de Moura. Acho que é um momento de orgulho e de satisfação por todos nós», afirmou.

O presidente da Câmara de Ourique sublinhou ainda que o crescimento da notoriedade da raça resulta do trabalho conjunto entre produtores, associações e município.

«Conseguimos todos em parceria e todos em conjunto abrir novas portas e abrir novos horizontes para a raça», referiu, agradecendo o trabalho desenvolvido «em prol do nosso mundo rural».

Feira como espaço de afirmação do território

Marcelo Guerreiro defendeu que a Feira de Garvão deve continuar a assumir-se como um espaço de afirmação do mundo rural e das raças autóctones.

«A Feira de Garvão é um momento de afirmação do nosso território, de afirmação do nosso mundo rural», disse.

O autarca relacionou ainda o arranque do certame com a votação, na Assembleia da República, do Dia Nacional das Raças Autóctones, considerando que o país deve continuar a valorizar «aquilo que melhor se produz no nosso território».

«Aquilo que tem história, que tem património, mas também tem qualidade e tem excelência», acrescentou.

Marcelo Guerreiro destacou também o património genético e cultural associado às raças autóctones, bem como o conhecimento dos produtores locais, considerando que esse trabalho tem sido determinante para a preservação da raça garvonesa.

A Feira de Garvão decorre até domingo, reunindo exposições agropecuárias, iniciativas ligadas ao setor agrícola e pecuário, gastronomia, artesanato e animação musical.

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