Federação dos Agricultores alentejanos reclama mais medidas de combate à seca

Seca agravou-se em Setembro no Baixo Alentejo

A Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo – FAABA veio esta quarta-feira a público solicitar ao Governo mais medidas de apoio de modo a mitigar os prejuízos causados pelas situações de seca extrema que o Alentejo tem atravessado.

De acordo com a Federação,  “a falta de pluviosidade registada nos meses mais recentes não permitiu a acumulação de reservas de água nas barragens, quer para o abeberamento do gado, quer para o regadio e teve impacto negativo no desenvolvimento das pastagens (os prados permanentes não criaram sementes), e na quantidade e qualidade das reservas de fenos e palhas para o próximo Outono/Inverno”, pelo que “esta situação de anormalidade climática tem conduzido a um aumento significativo nos custos de produção das explorações pecuárias, tornando-se insustentável.”

Perante a situação descrita pela referida federação, esta reclama “a concessão de ajudas extraordinárias aos produtores pecuários para além das que já estão a ser divulgadas pelo Ministério da Agricultura no âmbito dos “pequenos investimentos na exploração agrícola”, nomeadamente a atribuição de um montante financeiro a fundo perdido em função da espécie pecuária calculado com base nas necessidades alimentares de cada uma. “

Os agricultores pretende um apoio à instalação/recuperação de pastagens e de culturas forrageiras plurianuais e ainda a elegibilidade de todas as explorações agrícolas, independentemente de já terem beneficiado de apoios semelhantes em candidaturas anteriores.

No que respeita ao regadio, a Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo a “adopção de medidas de carácter excepcional, designadamente, a isenção da taxa de recursos hídricos por parte do sector agrícola, e a viabilização do preço da água de Alqueva para os perímetros confinantes. Propõe, para a actual campanha, a fixação deste preço em 0,018 €/ m3.”

Como medida de carácter geral, os agricultores alentejanos pedem que seja concedida a dispensa e deferimento do pagamento de contribuições à Segurança Social.