Faleceu poeta calipolense Rui Caeiro. Ministra da Cultura desta o seu “modo de ser discreto e sóbrio”

Faleceu esta terça-feira, 29 de Janeiro, o poeta, editor e tradutor Rui Caeiro, autor de “Livro de Afectos” e “Quarto Azul”, morreu hoje, anunciou a editora Pianola na sua página oficial, na rede social Facebook.

Natural de Vila Viçosa Rui Caeiro tinha 75 anos e, segundo o editor Eduardo Sousa, da Letra Livre, o escritor morreu na residência da família, em Oeiras. “Rui Caeiro sofria há muito tempo de cancro”, disse à Lusa.

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, emitiu hoje uma nota de pesar, na qual destaca o “modo de ser discreto e sóbrio” de Rui Caeiro, tendo editado “a parte maior da sua obra em edições de autor ou em editoras independentes”.

Rui Caeiro, natural de Vila Viçosa, onde nasceu em 27 de junho de 1943, “fez, ao longo de trinta anos de publicação, do seu modo de ser discreto e sóbrio uma prática literária, oferecendo a parte maior da sua obra em edições de autor ou em editoras independentes”, lê-se na nota ministerial.

Estreou com o volume Deus, sobre o magno problema da existência de Deus (1988), e  ainda publicou, entre outros, Sobre a nossa morte bem muito obrigado (1989), Livro de Afectos (1992) e O Quarto Azul e outros poemas (2011). Traduziu obras de Rainer Maria Rilke, Robert Desnos, Nâzim Hikmet, Ramón Gómez de la Serna, Roger Martin du Gard, entre outros.

Nas palavras de Changuito, da Livraria Poesia Incompleta, que me apresentou ao trabalho do autor e fez a seleção de poemas abaixo: “Tem fãs por onde passa, pelo menos junto dos que olham com atenção. Usa o silêncio como generosa estratégia. Estudou direito. Tem filhos, netos, amigos. Gosta de ler e de comer. Dorme cedo. Leu tudo. É um sábio.”