Terça-feira, Agosto 16, 2022
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Exposição “Mundo de Aventuras” em Évora para reinterpretar identidade nacional

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“Mundo de Aventuras” é o título da exposição, de João Fonte Santa, que vai poder ser visitada em Évora, a partir de sábado, convidando a reinterpretar imagens e narrativas que ditaram a identidade portuguesa.

A mostra, a inaugurar às 16:00 de sábado, vai estar patente no Centro de Arte e Cultura (CAC) da Fundação Eugénio de Almeida (FEA), situado em plena acrópole de Évora, divulgou hoje a organização.

Segundo a FEA, a iniciativa, que poderá ser visitada até fevereiro do próximo ano, coloca em perspetiva “a identidade e história portuguesa, através da reanálise de imagens e narrativas”.

“Assente em três núcleos, a exposição ‘Mundo de Aventuras’ resulta da interrogação e desconstrução das histórias e mitologias nacionais por parte do artista”, indicou a fundação.

A identidade nacional, entre “o Berço da Nação e A Portuguesa”, é o tema explorado no primeiro núcleo, enquanto o segundo aborda imagens publicadas no relato dos exploradores portugueses Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens, no livro “De Angola à Contracosta”.

“As grandes telas que abrem a exposição representam imagens daquele livro, originalmente publicado em 1886”, segundo a FEA.

O terceiro núcleo é centrado na fauna africana, “com telas de cores fortes e traço preciso, como um paraíso selvagem domesticado pelas armas e caça dos exploradores humanos”.

Esta última parte da mostra e trabalhada “sobre um original de banda desenhada português, anónimo e datado de 1977, no qual se mitifica o herói branco em ação numa África em guerra”, realçou.

Com curadoria de José Alberto Ferreira, “Mundo de Aventuras” é apresentado pela organização como “um exercício de desmontagem das imagens de narrativas constituídas por imagens de dominação, no que Marie-José Mondzain caracteriza como ‘descolonização do imaginário’”.

Natural de Évora, João Fonte Santa “é um dos artistas mais representativos da sua geração”, indicou a FEA.

O trabalho do artista “aborda a incessante multiplicação de instâncias produtoras de imagens, a sua circulação na cultura de massas e a legibilidade ideológica destes processos”.

“Fonte Santa apropria-se habitualmente de imagens — da banda desenhada aos jornais, da pintura à fotografia, da iconografia popular ao cinema —, a partir das quais interroga sentidos, filiações, sensibilidades e identidades”, referiu.

A sessão de inauguração, no sábado, inclui uma conversa com o artista e uma visita guiada à exposição.

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