O Agrupamento de Informações, Vigilância, Aquisição de Objetivos e Reconhecimento (ISTAR), sediado no Regimento de Cavalaria n.º 3 (RC3), em Estremoz, realiza entre 13 e 17 de outubro o exercício «ARGOS 251». A iniciativa visa testar a interoperabilidade entre os diversos sensores do agrupamento, designadamente o Esquadrão de Reconhecimento, a Companhia de Guerra Eletrónica e a Unidade de Apoio Geoespacial.
O Agrupamento ISTAR integra o European Union Battlegroup 25-2/26-1 e encontra-se em prontidão de 30 dias durante o segundo semestre de 2025 e de 5 dias no primeiro semestre de 2026. A unidade desempenha um papel essencial no esforço de modernização das Forças Armadas Portuguesas, pela sua responsabilidade na recolha e análise de informação operacional crítica, fundamental para a tomada de decisão em ambiente tático e estratégico.
O exercício decorre em duas fases: a primeira no aquartelamento do RC3, em Estremoz, e a segunda na Serra d’Ossa. Durante a atividade, são avaliadas as capacidades específicas de cada subunidade e a sua integração em contexto operacional conjunto.
Paralelamente, o Agrupamento ISTAR utiliza o exercício como oportunidade para preparar e integrar novos militares recentemente colocados no RC3 e treinar os elementos que irão integrar o próximo Pelotão de Reconhecimento a destacar para a missão internacional na Roménia, na qual Portugal participa.
O comandante do Regimento de Cavalaria n.º 3, coronel de Cavalaria Luís Pimenta, sublinhou a importância deste tipo de treino: «Vivemos tempos marcados por uma transformação profunda dos conflitos armados. O regresso das ameaças convencionais no cenário internacional, sobretudo na Europa, reforça a relevância das Forças Terrestres e a necessidade das Nações disporem de forças e capacidades militares interoperáveis e tecnologicamente evoluídas. O Exército está num processo de modernização acelerado, estruturado e necessário, respeitando a nossa dimensão alinhada com os nossos aliados».

























