Quinta-feira, Maio 23, 2024

Exército procura financiamento para obras em igreja do século XVI em Évora

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O Exército pretende avançar com obras numa igreja do século XVI a seu cargo em Évora, com financiamento do Turismo de Portugal, mas ainda procura outros apoios para concretizar a empreitada, foi hoje revelado.

Numa resposta por correio eletrónico a questões colocadas pela agência Lusa sobre a Igreja da Graça, o Exército indicou ter apresentado “uma proposta de intervenção no valor de 402 mil euros mais IVA, a concretizar entre 2024 e 2026”.

Esta proposta, referiu, tem como “potencial fonte de financiamento o mecanismo Linha +Interior Turismo”, do Turismo de Portugal, “num montante global de 400 mil euros, correspondente a 70% da necessidade de financiamento”.

“Paralelamente ao processo de candidatura ao mecanismo Linha +Interior Turismo em curso, o Exército português continua empenhado na identificação de fonte de financiamento para suporte do encargo remanescente”, explicou este ramo das Forças Armadas.

Segundo o Exército, o valor que falta garantir e que permite o avanço da empreitada é de 120 mil euros.

Localizada no centro histórico e a poucos metros da Praça do Giraldo, esta igreja, assim como o Convento da Graça, onde funciona a messe de Évora do Exército, é propriedade do Estado e está afeta ao Ministério da Defesa Nacional.

A Lusa colocou questões, por correio eletrónico, ao Exército sobre a Igreja da Graça, depois de a associação de defesa do património Grupo Pro-Évora ter alertado para o estado de degradação da fachada e cobertura do imóvel.

Na resposta, o Exército disse ter “identificado um conjunto de necessidades de intervenção” no edifício da igreja, concretamente “na cobertura, fachada principal, paredes exteriores e paredes e tetos interiores”.

“Em virtude das necessidades de intervenção identificadas, em 2023, foi promovida uma reunião com o objetivo de diligenciar o início do processo de reabilitação” do imóvel, assinalou.

De acordo com o mesmo ramo militar, foram então envolvidas a Direção de Infraestruturas do Exército, a Câmara de Évora, a Entidade Regional de Turismo do Alentejo, a Arquidiocese de Évora e a Direção Regional de Cultura do Alentejo, entretanto extinta.

Na semana passada, o Grupo Pro-Évora alertou para a degradação da fachada e cobertura da Igreja da Graça, construída no século XVI e considerada um “monumento ímpar” de arquitetura renascentista da cidade.

O presidente desta associação, Marcial Rodrigues, realçou então à Lusa que um dos problemas da igreja está na fachada, nomeadamente nos quatro atlantes, que a população chama de “meninos da Graça”.

“As argamassas vão saindo e as pedras vão ficando descarnadas”, ou seja, “os elementos que as unem vão desaparecendo e há já muito tempo que se veem os ferros que suportam os meninos da Graça”, referiu o responsável.

Segundo Marcial Rodrigues, os outros danos existentes no imóvel encontram-se na cobertura e no sistema de escoamento das águas pluviais, com a existência de infiltrações.

Évora “ocupou um lugar ímpar no renascimento português” e a Igreja da Graça, classificada como Monumento Nacional desde 1910, integra esse período, entre meados do século XV e finais do século XVI, disse o Grupo Pro-Évora.

“Foi projetada pelo arquiteto da Casa Real Miguel de Arruda, tendo colaborado no projeto o escultor Nicolau de Chanterene e, muito provavelmente, o humanista André de Resende”, frisou.

A edificação do atual conjunto da Igreja e Convento de Nossa Senhora da Graça decorreu entre 1536 e 1546.

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