O Convento de São Bento de Cástris foi palco de mais um momento decisivo na construção da Capital Europeia da Cultura Évora_27. Na apresentação da open call «A Nossa Vez», Maria do Céu Ramos, presidente da Direção da Associação Évora 2027, sublinhou que o projeto é muito mais do que um concurso: é «a expansão de um movimento» que pretende transformar a cidade e a região através da cultura.
«Évora Capital Europeia da Cultura avança, e hoje é um marco importante deste percurso que decidimos percorrer juntos», afirmou. A responsável destacou que o caminho está a ser trilhado «com a mesma intenção, energia e força» que motivaram a candidatura vencedora, recordando que o desígnio de Évora_27 é provocar «um impacto cultural e social transformador na cidade e na região».
A força de uma equipa e de um território
Ao apresentar a nova chamada aberta, Maria do Céu Ramos elogiou o trabalho desenvolvido pela direção artística, liderada por John Romão. «O regulamento tem o mérito do trabalho de uma equipa muito competente, que conhece o território artístico, cultural e humano do Alentejo», referiu, destacando que esse conhecimento foi essencial para «extrair o máximo potencial deste momento único».
A presidente explicou que a Direção da Associação procurou reforçar o documento para que tivesse «mais oportunidades, mais alcance e mais transparência», servindo não só os objetivos artísticos, mas também os compromissos institucionais e europeus associados à Capital Europeia da Cultura.
«Foi um trabalho que nos deu muita alegria e sentido de participação», acrescentou. «Évora_27 é o que em conjunto formos capazes de fazer por ela».
O Alentejo no centro da criação
A presidente destacou que o concurso «A Nossa Vez» tem uma finalidade clara: «enriquecer o programa artístico da Capital Europeia da Cultura, trazer novos projetos e novas criações, e fazer com que em 2027 o programa seja o rosto e a expressão dos criadores do Alentejo».
Maria do Céu Ramos lembrou ainda o caminho já percorrido: «Em setembro contratualizámos um terço dos projetos previstos no livro de candidatura. Em outubro arrancou o primeiro desses projetos, “Lá nas Árvores”, e foi apresentada a Academia Devagar, que todos os meses vai promover uma conferência no Palácio D. Manuel».
Estes passos, sublinhou, mostram que «Évora, Capital Europeia da Cultura, já começou» e que «os seus projetos artísticos já estão no terreno».
Uma rede para o futuro
Nas suas palavras, a presidente resumiu as quatro razões fundamentais que justificam a criação da open call. Em primeiro lugar, «porque os artistas alentejanos são uma força da criação artística capaz de tocar e transformar o território». Depois, «porque Évora_27 é uma oportunidade histórica de aprendizagem, colaboração e projeção internacional».
A terceira razão prende-se com o fortalecimento da rede artística: «Fortalecer a rede de artistas alentejanos e a sua dimensão europeia é investir no futuro da região». Por fim, frisou que «a coesão territorial e cultural depende da participação e da representatividade do setor artístico e cultural de Évora e do Alentejo».
Maria do Céu Ramos concluiu apelando à participação: «Espero que revejam estas intenções no programa e que possam viver plenamente, celebrar, expandir e criar ao abrigo desta call, trazendo o melhor da criação artística dos artistas e coletivos do Alentejo».
A cultura como caminho partilhado
Mais do que um projeto institucional, Évora_27 é, segundo a presidente, «um movimento que se constrói com todos e para todos». A ambição é clara: fazer da cultura o motor de uma transformação duradoura, capaz de deixar uma marca no território e nas pessoas.
Como resumiu Maria do Céu Ramos, «Évora_27 será aquilo que todos em conjunto quisermos e formos capazes de construir».



















