Évora recebe estreia de “O Auto da Revolta do Mestre Salas” no Teatro Garcia de Resende

“O Auto da Revolta do Mestre Salas” estreia a 7 de maio no Teatro Garcia de Resende, em Évora, numa coprodução do CENDREV.

O espetáculo “O Auto da Revolta do Mestre Salas” estreia esta quarta-feira, 7 de maio, às 19h00, no Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende, em Évora. A criação resulta de uma coprodução entre o CENDREV – Centro Dramático de Évora e a companhia Palmilha Dentada, com texto e encenação de Ricardo Alves.

A apresentação marca o início de uma série de sessões que decorrerão em Évora de quarta a sábado, às 19h00, e aos domingos, às 16h00, estando também previstas apresentações noutras cidades do país durante os meses seguintes.

Uma criação a partir dos Bonecos de Santo Aleixo

O espetáculo parte da tradição dos Bonecos de Santo Aleixo, ligada ao CENDREV há várias décadas, propondo uma abordagem que revisita esta forma teatral. A narrativa centra-se na figura do Mestre-Salas, que, numa inversão do formato tradicional, rompe com o papel de marioneta e assume o controlo da ação.

Segundo a sinopse, a história acompanha o momento em que a personagem decide deixar de ser manipulada, arrastando consigo outras figuras para um território onde passam a tomar decisões próprias, confrontando-se com as consequências dessa autonomia.

Co-criação entre duas estruturas teatrais

A produção resulta de uma colaboração entre o CENDREV, companhia com mais de cinco décadas de atividade, e a Palmilha Dentada, estrutura sediada no Porto. Esta coprodução surge da articulação entre diferentes abordagens ao teatro, juntando o trabalho de repertório e descentralização cultural do CENDREV com práticas associadas ao café-teatro e à experimentação.

De acordo com o material de apresentação, o espetáculo procura explorar a relação entre tradição e criação contemporânea, utilizando elementos históricos para desenvolver uma nova proposta cénica.

Elenco e equipa artística

“O Auto da Revolta do Mestre Salas” conta com interpretações de Beatriz Baptista, Ivo Luz e Rosário Gonzaga. A direção artística, texto e encenação são assinados por Ricardo Alves, que assume também a cenografia.

A ficha técnica inclui ainda figurinos de Adozinda Cunha e Rosário Gonzaga e desenho de luz de António Rebocho, entre outros elementos da equipa de produção.

O espetáculo tem a duração de 60 minutos e é destinado a maiores de 12 anos.

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