Cerca de duas dezenas de antigas cisternas situadas no centro histórico de Évora estão a ser estudadas, mapeadas e inventariadas num projeto-piloto que foi apresentado durante uma conferência que se realizou este domingo na cidade.
A investigação “visa aprofundar o conhecimento existente sobre o antigo sistema hidráulico do centro histórico e permitir a valorização patrimonial e funcional destas estruturas situadas em espaços públicos e privados da cidade”, disse-nos Miguel Correia Pedro, Chefe de divisão de cultura e património da câmara de Évora.
Em declarações a’ODigital.pt, Miguel Correia, referiu que o projeto “enquadra-se naquilo que é a emergência global que estamos a viver que é a carência de água e a precipitação quando acontece é em curtos períodos de tempo e em grande quantidade e as quantidades de perdas de água são grandes”, pelo que “as cisternas são um bom motivo para voltarmos a pegar neste património hidráulico que é antigo, que é histórico, e tentarmos devolvê-lo à população tanto quanto possível.”
“Estamos a mapear e a fazer este levantamento histórico e numa fase seguinte, vamos partir para o levantamento geométrico ou construtivos destas estruturas e tentar perceber dentro dessas cisternas aquelas que têm condições para serem reabilitadas e colocadas novamente em funcionamento e perceber possíveis ligações à rede pública.”, explicou o responsável.
Já sobre as cisternas que não tenham a possibilidade de ser colocadas em funcionamento, Miguel Correia referiu que “podem ser recuperadas de forma a servirem de fruição patrimonial”.
“Isto tentar devolver e reutilizar infraestruturas que temos instaladas na cidade, no subsolo que desconhecemos e que podem ser relevantes e em alguns casos, determinantes para minimizar níveis de seca e de falta de água”, concluiu.












































