Évora: O cenário “exige diálogo, negociação e entendimentos plurais”, disse Autarca na Tomada de Posse (c/fotos)

Tomada de Posse Évoa

O presidente da Câmara de Évora, o comunista Carlos Pinto de Sá, reafirmou, na sexta-feira à noite, a disponibilidade da CDU para procurar “entendimentos alargados” com os outros partidos que “respondam, no concreto, às aspirações populares”.

“Registámos a vontade popular manifestada nas urnas e procuraremos, como já estamos a fazer, traduzir aquela vontade popular em entendimentos alargados que respondam, no concreto, às aspirações populares”, afirmou.

O autarca, que perdeu a maioria absoluta nas autárquicas de 26 de setembro, discursava na cerimónia de tomada de posse dos novos eleitos para a Câmara e Assembleia Municipal de Évora, realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Pinto de Sá foi reeleito para o terceiro e último mandato na presidência de Câmara de Évora, que terá um executivo composto por dois eleitos da CDU, dois do PS, dois da coligação PSD/CDS-PP/MPT/PPM e um da coligação Nós, Cidadãos!/RIR.

No seu discurso, o presidente do município notou que “o voto popular determinou uma dispersão de mandatos” na câmara e na assembleia municipal, considerando que o cenário “exige diálogo, negociação e entendimentos plurais” entre os partidos.

Assinalando que “a elaborações das Opções do Plano e Orçamento para 2022 vai iniciar-se de imediato”, Pinto de Sá avisou que este “será um exercício complexo, quer pelas limitações do município, quer pela dimensão das necessidades do concelho”.

“Convidamos todos os eleitos, freguesias, instituições e cidadãos a apresentarem ideias e propostas fundamentadas”, pois este é “um espaço privilegiados” para se “consensualizarem opções estruturais, prioridades, programas e projetos específicos”.

Para o autarca, “alguns dos principais problemas estruturais que afetam Évora e o Alentejo”, como a pobreza, o desemprego, despovoamento rural, entre outros, “decorrem de políticas nacional e da União Europeia”.

“Só a esse nível”, esses problemas “poderão ter, havendo vontade política, soluções ou melhorias perenes”, argumentou.

O presidente da autarquia também manifestou “disponibilidade de diálogo e cooperação” com o Governo para “melhorar as condições de vida das populações e desenvolver Évora”, mas prometeu “luta contra medidas que penalizem” o concelho e as populações.

“Não nos curvamos a ninguém. Respondemos apenas e só ao povo de Évora”, acrescentou.

Questionado pela Lusa à margem da cerimónia, o autarca indicou que a primeira reunião de câmara realiza-se na quarta-feira, mas salientou que, nessa ocasião, não haverá ainda distribuição de pelouros, pois ainda decorrem negociações com a oposição.

Após a tomada de posse dos novos eleitos, realizou-se a primeira reunião da Assembleia Municipal de Évora para a eleição da mesa, mas, por falta de consenso, foi marcado novo sufrágio, a realizar na terça-feira, às 21:00.

Nas autárquicas de 26 de setembro, a CDU (coligação PCP/PEV) recolheu 27,44% dos votos para a Câmara de Évora, enquanto o PS foi a segunda força mais votada, com 26,27%, a coligação PSD/CDS-PP/MPT/PPM ficou na terceira posição, com 19,07% dos votos, e a coligação Nós, Cidadãos!/RIR obteve 12,71%.

O partido Chega ficou-se pelos 6,81% e o Bloco de Esquerda pelos 3,80%, não tendo estas forças políticas eleito qualquer representante para o executivo camarário.

Fique de seguida com as imagens da tomada de posse numa reportagem de Hugo Calado: