“Metade dos Minutos” é o título da instalação artística, de Ângela Rocha, que está em exposição no Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida (FEA).
No ano passado e sob o comissariado da Direção-Geral das Artes, esta instalação artística representou oficialmente Portugal na 15ª Quadrienal de Praga (PQ23), “uma das mais importantes mostras internacionais nas áreas do design de cena, cenografia e arquitetura teatral”, explicou a’ODigital.pt Ângela Rocha.
Segundo nos explicou Ângela Rocha, as obras em exposição “resultam de um trabalho que foi feito para a Quadrienal de Praga, que é uma das maiores mostras de artes plásticas do espetáculo a nível internacional”.
A instalação “Metade dos Minutos” é a “visão rara sobre as visões raras do futuro e o “Mirabolante” é uma atividade participativa que me fez sentido enquanto representante, aprofundar essa dimensão é convocar todas as pessoas no território nacional a também poderem contribuir com as suas visões de futuro”.
“Era muito importante dar voz ao corpo e voltar a reativar um bocadinho o lado do tátil, porque estamos numa era cada vez mais digital, que muitas vezes já nem é preciso estarmos presentes fisicamente para darmos ou termos mais trabalho”, referiu a artista sobre a instalação.
Ângela Rocha frisou ainda que na instalação pretende-se que se veja que “a pele é o nosso maior órgão do corpo e que está revestida de tato em todo ele e de repente, estamos a centralizar apenas no indicador e no polegar”.
A artista espera que os visitantes saiam da visita “com os sentidos mais alerta, nomeadamente o tato, pois em Praga as pessoas reagiam de uma forma muito emotiva à exposição. Havia pessoas inclusivas que queriam abraçar-nos no final, porque sentiam essa força de estar a ser tocado. Recorde-se que a proposta curatorial da artista Ângela Rocha pode ser visitada em Évora até ao próximo dia 07 de abril, na chamada Sala do Tribunal no Centro de Arte e Cultura, que funciona no antigo Palácio da Inquisição.






















