Évora: Início das obras do novo hospital é “uma grande alegria”, mas “há ainda problemas para resolver”

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Foto: Severo Asfotografia

Como noticiámos na passada semana, a obra de construção do novo Hospital Central do Alentejo, em Évora, num investimento total de cerca de 210 milhões de euros, já arrancou, com a preparação do terreno.

Esta segunda-feira, em declarações a’ODigital.pt, o presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto de Sá, considerou “positivo” o início das obras, pois “há tantos anos que lutamos para que se inicie a construção do hospital e, portanto, ver obras no terreno, é de fato uma grande alegria”.

O autarca eborense espera que as obras “possam ter continuidade de forma a respeitar os prazos que estão apontados e que lá para finais de 2023, eu diria 2024, pudéssemos ter o hospital.

Considera o edil que “o hospital naturalmente traz para a região um conjunto de novas respostas e respostas de qualidade em relação àquelas que temos”, mas este hospital “é um elemento absolutamente decisivo para o desenvolvimento de Évora e do Alentejo e, portanto, nessa perspetiva é uma imensa alegria e uma imensa satisfação poder ver as obras a arrancar.

Apesar das obras já terem arrancado, Carlos Pinto de Sá diz que “há ainda problemas para resolver”, acrescentando que “da parte da autarquia, aquilo que nos foi pedido pela ministra da Saúde e que acordámos, foi que pudéssemos assumir as acessibilidades as redes de água e saneamento”.

Pinto de Sá garante que a autarquia “foi mais longe e assegurámos mesmo os projetos que estamos a elaborar já um dos projetos prévios e agora estamos a elaborar os projetos definitivos para estas três áreas: acessibilidades, água e saneamento. E estamos à espera que da parte do Ministério Saúde e da ARS identifiquem o financiamento e as fontes de financiamento para podermos assinar novo protocolo”.

Questionado sobre se havia o risco das obras do hospital estarem concluídas e não haver acessibilidades, água e saneamento, o autarca garantiu que “não me parece, pois, estas obras de acessibilidade, água e saneamento, ainda que sejam obras com alguma dimensão, são obras que em termos temporais são relativamente fáceis de realizar e portanto o hospital vai levar bastante tempo a ser construído e, portanto, no período de construção do hospital certamente que as acessibilidades e as redes de água e saneamento estarão concluídas como aliás tem de ser.

A futura unidade hospitalar, a situar na periferia da cidade de Évora, vai ocupar uma área de 1,9 hectares e ter uma capacidade de 351 camas em quartos individuais, que pode ser aumentada, em caso de necessidade, até 487.

Com 30 camas de cuidados intensivos/intermédios e 15 de cuidados paliativos, a nova unidade vai ter, entre outras das valências, 11 blocos operatórios, três dos quais para atividade convencional, seis para ambulatório e dois de urgência, cinco postos de pré-operatório e 43 postos de recobro.