Évora: Fundação Eugénio de Almeida lançou Agenda Estratégica que propõe “olhar para o futuro”

A Fundação Eugénio de Almeida (FEA), em Évora, lançou, esta quinta-feira o Livro Agenda Estratégica para o Futuro, uma obra que “propõe uma ligação entre o presente e um futuro melhor que queremos construir”, disse-nos Maria do Céu Ramos, secretária-geral da FEA.

Coordenado pelo Professor João Ferrão, o livro pretende fornecer um conjunto de valiosas orientações para a região do Alentejo, alinhadas com os princípios dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU – Organização das Nações Unidas.

O livro é desenvolvido a partir dos 17 ODS, os quais servem como alicerce conceptual. As propostas contidas neste conjunto de ensaios podem contribuir para impulsionar o desenvolvimento sustentável da região do Alentejo, através da sua solidez teórica e relevância prática e potencial.

Como explicou Maria do Céu Ramos, secretária-geral da FEA. “ao celebrar 60 anos da FEA, o mais importante é olhar para o futuro e é isso também que a Agenda Estratégica para o futuro propõe uma ligação entre o presente e um futuro melhor que queremos construir, mas articulado com os grandes desafios globais”.

Foram convidados “17 investigadores, académicos, pensadores para criar uma agenda que se articule com os objetivos do desenvolvimento sustentável da Agenda 2030 da ONU, mas que façam sentido e que tragam propostas concretas para o nosso território”, frisou Maria do Céu Ramos.

Para a responsável, “os desafios da água ou das cidades sustentáveis, do envelhecimento da população são problemas, desafios muito concretos que temos pela frente, que, em termos globais, também estão presentes. É convocar o melhor que a sociedade portuguesa e o conhecimento em Portugal tem para oferecer, para pensar estes desafios concretos é o que se propõe neste no livro que é apresentado e que foi coordenado pelo professor João Ferrão.”

Já o professor João Ferrão enquadrou a elaboração do livro, que acontece na sequência das “Nações Unidas terem aprovado aquilo que se chama Agenda 2030 em 2015. Uma agenda que define objetivos e metas a atingir por todos os países do mundo até 2030 e estamos, portanto, a meio caminho.”

Já sobre o livro agora apresentado, o coordenador explicou que “tem 17 capítulos, um capítulo por objetivo de desenvolvimento sustentável. Os capítulos são escritos por autores diferentes, por pessoas que em Portugal mais pensaram sobre o assunto e é uma excelente forma da Fundação Eugénio de Almeida celebrar os seus 60 anos, porque mostra que, por um lado, está orgulhosa do seu passado, mas por outro lado, tem o olhar voltado para o futuro.”

Para João Ferrão, “dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, há alguns que são mais prementes para determinada região e menos outros e no Alentejo a questão das alterações climáticas e da água é uma questão que não exige justificação. Mas temos muitos outros que são igualmente importantes”, acrescentando que “olhar para a Agenda 2030 a partir de uma região significa não só definir prioridades, mas também definir relações prioritárias entre esses vários objetivos, pelo que, a questão da agricultura, a questão da água, a questão das alterações climáticas, a questão do combate à pobreza são elementos que não podem ser vistos de forma isolada.”

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