Évora: Fundação Eugénio de Almeida inaugurou exposição “Strada”, que faz um “encontro com as visões mais diferentes.” (c/som e fotos)

A Fundação Eugénio de Almeida inaugurou, no passado sábado (6 de Junho), no Centro de Arte e Cultura, a exposição Strata, da artista nova iorquina Deanna Sirlin e com curadoria de José Alberto Ferreira.

Esta inauguração contou com a presença do Presidente da Fundação Eugénio de Almeida, o Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, e da Ministra da Cultura, Graça Fonseca, entre outros convidados.

Em declarações aos Jornalistas, D. Francisco Senra Coelho, enquadrou esta exposição no “contexto em que a Fundação Eugénio de Almeida assume trazer à nossa cidade de Évora um abraço de proximidade, conforto, um abraço de humanização através de várias iniciativas que tenham âmbito social e cultural e que todas elas estão interligadas neste sentido de recomeçar a vida, com coragem e força. Como são também as iniciativas de apoio às pessoas com dificuldade e carência ao nível da distribuição de refeições.”

D.Francisco destacou ainda que “esta exposição tem um grande sentido de conforto e coragem (…) de que a vida continua” acrescentando que “há uma estrada a percorrer em conjunto, com fraternidade e em rede”.

O Presidente da Fundação Eugénio de Almeida referiu ainda que “é preciso nesta cidade, tão marcada pelo barroco e clássico, com o templo romano e uma história milenar (inclusivamente cristã) em que o primeiro bispo de Évora é do Quarto Século, nesta estrada fazer de facto um encontro com as visões mais diferentes.”

Por sua vez a Administradora e secretária-geral da Fundação Eugénio de Almeida, Maria do Céu Ramos, referiu que “esta exposição esteve prevista ser inaugurada no dia 25 de Abril, mas estávamos em plena pandemia e portanto não foi possível concretizar os planos”, acrescentando que “adaptámos-nos à realidade, fizemos as migrações que tínhamos de fazer, incluindo passar uma programação que denominamos ‘Fundação Consigo’ para o online. E assim e que possível reconfigurámos a nossa programação para a fazer presencialmente. E ficamos muito contentes que seja possível fazê-la materialmente da proximidade com as pessoas, comunidade e artistas.”

A Responsável destacou ainda que “até ao final deste ano vamos inaugurar mais duas exposições e, portanto, o dinamismo do centro de arte e cultura, a sua vitalidade, estão intactas para dar continuidade à actividade”.

Já sobre a exposição que foi inaugurada, Maria do Céu Ramos, explica que “é uma exposição-instalação que se ocupa do edifício, que ocupa o espaço físico do edifício de uma forma completamente diferente do habitual. Transforma com a luz que entra dentro do espaço, e à noite invade o largo onde o centro de arte se situa. É também uma maneira nova que ainda não tínhamos experienciado no centro de arte e cultura, de relacionar o lugar, dentro e fora, a noite e o dia, neste abraço com a comunidade, os visitantes, fazendo da cultura um fio de continuidade da Fundação Eugénio de Almeida.”

 

Fique de seguida com algumas imagens da inauguração desta exposição: