A Fundação Eugénio de Almeida apresentou esta semana, em Évora, o Clube de Media, um novo projeto educativo e formativo dirigido a jovens entre os 12 e os 21 anos, que aposta no audiovisual como ferramenta de expressão, criatividade e inovação social.
A iniciativa é promovida pelo Centro de Inovação Social da Fundação, em colaboração com a associação Shaken not Stirred.
O Clube de Media nasce com o objetivo de criar, em Évora, um espaço regular de criação multimédia para jovens da comunidade, integrando imagem, vídeo e som num percurso formativo contínuo. Em declarações ao ODigital.pt, o coordenador da Área Social da Fundação Eugénio de Almeida, Henrique Sim-Sim, explica que se trata de «uma iniciativa que visa criar em Évora um espaço dedicado à criação e à criatividade na área da multimédia, com uma componente muito forte de imagem, vídeo e som».
Segundo o responsável, o projeto procura também promover uma utilização mais consciente e positiva da tecnologia digital. «Queremos permitir aos jovens da nossa comunidade ter espaços de criação educativos e que contribuam para que tenham mais mundo e utilizem a tecnologia digital de uma forma mais positiva», sublinha.
Um espaço novo e diferenciado para jovens
Desenvolvido em parceria com a Shaken not Stirred, entidade promotora em Portugal do Centro de Som e do Projeto 42, o Clube de Media pretende afirmar-se como um espaço diferenciado no contexto local. Henrique Sim-Sim destaca que esta associação «visa criar de facto um espaço novo em Évora, dirigido a jovens entre os 12 e os 21 anos, nas dimensões da multimédia».
O programa terá sessões semanais entre 21 de janeiro e 24 de junho de 2026, num total de 19 sessões, a decorrer no Centro de Inovação Social da Fundação Eugénio de Almeida, na Rua Vasco da Gama, n.º 13. Durante a tarde, o clube acolherá até 24 jovens em regime de participação individual, sendo o período da manhã reservado a turmas escolares.
Da ideia ao produto final
Ao longo do percurso formativo, os participantes irão explorar todas as etapas da criação audiovisual, desde a conceção à edição, com acompanhamento especializado. No final, cada jovem será capaz de apresentar um trabalho próprio.
«No final deste percurso vão conseguir fazer um vídeo ou uma curta-metragem», refere Henrique Sim-Sim, acrescentando que os participantes irão trabalhar «a criatividade, o vídeo e o som, juntando estas três dimensões para criar produtos que são deles, que vão imaginar e concretizar».
O coordenador da Área Social sublinha ainda que o programa permite uma capacitação progressiva ao longo das semanas. «Ao longo destas 19 semanas vão ter essa capacitação nas áreas da multimédia, da criatividade digital, do tratamento de vídeo e da criação de som, competências que hoje são fundamentais para qualquer jovem», afirma.
Formação com impacto no futuro
Para a Fundação Eugénio de Almeida, o Clube de Media assume também uma dimensão estratégica no apoio ao futuro académico e profissional dos jovens. Henrique Sim-Sim considera que estas competências são relevantes não apenas do ponto de vista técnico, mas também no contexto cultural e social. «Queremos alavancar o setor criativo e cultural e também a área da inovação social, criando oportunidades para que os jovens da nossa cidade tenham um futuro diferente nestas áreas das tecnologias», refere.
Além das sessões regulares, a Fundação prevê alargar a oferta durante os períodos de férias escolares. «Durante os períodos não letivos vamos promover bootcamps e cursos intensivos, para criar maior oportunidade aos jovens da região», adianta.
Embora o número de vagas esteja limitado nesta fase inicial, a ambição é de crescimento. «Vamos iniciar com este número de jovens, mas a ideia é continuar a crescer, ampliar o número de sessões e proporcionar novos programas para a comunidade», conclui o coordenador da Área Social da Fundação Eugénio de Almeida.












































