O economista e político Francisco Louçã acusou, esta quarta-feira, as empresas de “abuso do poder” para “arrastar as pessoas na sua miséria e nas suas dificuldades”.
Francisco Louçã falava aos jornalistas no final do debate “Pensar a Pobreza”, que se realizou na Fundação Eugénio de Almeida e contou com as intervenções de António Bagão Félix e Francisco Louçã.
O debate ocorreu associado à exposição ‘Fenda’, integrando-se no programa comemorativo dos 10 anos do Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida.
Segundo Francisco Louçã, o debate “foi interessante, pois foi abordado um dos graves problemas de Portugal. O país tem 40% de pessoas em situação de pobreza, depois das prestações sociais em que a generosidade da Segurança Social apoia muitas destas pessoas e este número é reduzido para um pouco menos de metade. Mas são quase 2 milhões de pessoas, mães solteiras, crianças, desempregados de longa duração, pessoas que têm um enorme sofrimento em função da pobreza e é a pobreza no país que, simultaneamente, é um dos mais desiguais da Europa”.
O político, questionou “porque é que há um abuso do poder de empresas tão poderosas que podem arrastar as pessoas na sua miséria e nas suas dificuldades? E essa diferença marca muito Portugal”.
“A conversa que houve aqui em Évora foi sobre o diagnóstico, as particularidades, as formas de combater a pobreza. Como é que a educação, a inclusão, a democracia, os bens comuns, o acesso à saúde, uma habitação condigna, podem representar uma mudança muito importante na vida destas pessoas que por tantas vezes são invisíveis em Portugal”, referiu Francisco Louçã.
















