Évora: Definida a zona especial de proteção da Anta Grande do Zambujeiro, o maior monumento megalítico de Portugal

Anta grande do Zambujeiro

O Governo definiu a zona especial de proteção (ZEP) da Anta Grande do Zambujeiro, situada no concelho de Évora, o maior monumento megalítico de Portugal e um dos maiores da Península Ibérica e de toda a Europa.

Foi publicada hoje em diário da república, assinada pela secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Carvalho Ferreira, com data de 18 de dezembro de 2020.

Esta ZEP “tem como fundamento assegurar o enquadramento paisagístico do sítio classificado” como monumento nacional e “as perspetivas da sua contemplação”.

Esta salvaguarda pretende também “preservar as estruturas de carácter rural já existentes no interior do polígono”.

Segundo o diploma, a Direção-Geral do Património Cultural, em articulação com a Direção Regional de Cultura do Alentejo e a Câmara de Évora, procedeu ao estudo das restrições consideradas adequadas, as quais “obtiveram parecer favorável do Conselho Nacional de Cultura”.

As restrições incluem a criação de uma área de sensibilidade arqueológica (ASA), “correspondente a toda a ZEP”, em que qualquer intervenção ou alteração do uso do solo, incluindo alterações ao coberto vegetal, “deve ser objeto de medidas de salvaguarda de carácter preventivo e de acompanhamento arqueológico”.

O Governo definiu ainda “bens imóveis ou grupos de bens imóveis que devem ser preservados”, indicando que “devem ser preservadas, respeitando a sua natureza e a estrutura construtiva, as edificações de cariz rural já existentes”.

A Anta Grande do Zambujeiro, cuja construção remonta a um período entre os inícios do 4.º e meados do 3.º milénio antes de Cristo, é um templo funerário de grandes dimensões.

O governo destaca que “é o maior monumento megalítico de Portugal e um dos maiores da Península Ibérica e de toda a Europa”.

“O monumento, originalmente envolvido por um ‘tumulus’ de planta circular, é constituído por uma câmara poligonal, formada por sete esteios graníticos e uma laje, todos de grandes dimensões, e por um corredor com 16 esteios, coberto por lajes dispostas transversalmente”, destaca-se.

“O acesso ao interior seria precedido por um átrio, no qual ainda se pode identificar uma grande estela de granito”, refere, acrescentando que, “no local, foi recolhido um vasto e diversificado espólio”, que está “atualmente musealizado”.

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