Évora: Construção do Hospital Central obriga ao abate de mais de uma centena de azinheiras e sobreiros

hospital central do Alentejo

A construção do novo Hospital Central do Alentejo, em Évora, vai obrigar ao abate de mais de uma centena de árvores de espécies protegidas.

O Governo declarou, recentemente, a imprescindível utilidade pública da construção do novo Hospital Central do Alentejo, devido ao fato de terem de ser abatidas dezenas de árvores de espécies protegidas.

Foi através de um despacho datado do dia 3 de setembro, que os Ministérios da Saúde e do Ambiente e Ação Climática, declararam a construção do novo Hospital Central do Alentejo de imprescindível utilidade pública.

Esta declaração surge porque a construção do Hospital Central obrigará ao abate de 27 sobreiros adultos, 134 azinheiras adultas e 89 azinheiras jovens num povoamento de 4 ha.

O abate destas árvores só é possível após um pedido de autorização e posteriormente a declaração de imprescindível utilidade pública, que agora foi emitida.

No entanto, segundo o despacho a que ODigital.pt teve acesso, o abate das árvores só poderá ser efetivado após ser apresentado e aprovado após a apresentação e aprovação “de projeto de compensação junto do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P., no prazo máximo de dois meses”.