Évora: Colocada a primeira árvore do projeto de 9M€ que vai ampliar o Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia (c/fotos)

Parque do Alentejo de ciencia e tecnologia

Foi plantada, esta segunda-feira (13 de dezembro), a Primeira Árvore do PACT 2.0, o projeto de ampliação do PACT – Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia.

Um projeto com a assinatura do Arquiteto Carrilho da Graça. Um investimento de quase 9 milhões de euros, que inclui a construção de 4 novos edifícios contíguos ao atual e que vão permitir ao PACT acolher cerca de 60 novas empresas ligadas principalmente às suas quatro áreas estratégicas – Aeronáutica, Economia Circular, Indústria 4.0 e Tecnologias da Saúde.

Uma cerimónia que contou com a presença da Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, da Reitora da Universidade de Évora, Ana Costa Freitas, do presidente executivo do parque, Soumodip Sarkar, do presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto de Sá, do presidente da CCDRA, António Ceia da Silva, entre outras entidades regionais.

As obras de ampliação do Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia (PACT), em Évora, já arrancaram, num projeto de quase nove milhões de euros “assinado” pelo arquiteto Carrilho da Graça.

O projeto apresenta 6.100 metros quadrados de área e envolve a construção de quatro novos edifícios, num investimento de “quase nove milhões de euros”, indicou Soumodip Sarkar.

As novas instalações vão ficar localizadas num terreno contíguo ao atual edifício do PACT, inaugurado em setembro de 2015, após um investimento de 3,6 milhões de euros.

O projeto de ampliação foi alvo de uma candidatura a apoios comunitários, através do POCTEP – Programa de Cooperação INTERREG V-A Espanha-Portugal 2014-2020 e do programa operacional regional Alentejo 2020, aprovada em 2019.

Segundo Soumodip Sarkar, a primeira fase do PACT “já é um sucesso”, pois, “não há espaço para mais empresas” e o parque continua “a receber pedidos” de outras que estão interessadas “em vir para o interior”, o que se “deve muito à pandemia” de covid-19.

Agora, no âmbito da ampliação, “metade do prédio” em construção “já está reservado para uma empresa”, devendo esta empreitada “terminar em maio do próximo ano”.

Quanto aos outros três edifícios, uma vez que têm uma fonte de financiamento diferente, o trabalho vai “arrancar em janeiro do próximo ano”, com “todo o processo necessário para o lançamento do concurso público” para a empreitada.

O responsável disse acreditar que, a “meio de 2023”, o PACT já possa contar com mais esses três edifícios.

As novas instalações vão estar vocacionadas para quatro áreas, uma delas a aeronáutica, devido à presença em Évora de empresas como a Embraer e a Mecachrome e o facto de o Alentejo se querer afirmar como ‘cluster’ neste setor, com investimentos noutros concelhos da região.

Outra área é a saúde digital”, com “a construção do novo hospital e eventual criação de uma escola de Medicina na cidade de Évora”, apontou Soumodip Sarkar, referindo ainda as apostas nas áreas “do ‘agrotech’ e do 4.0”.

Realçando as potencialidades do Alentejo, que oferece por exemplo “um custo de vida mais barato” e “uma qualidade de vida muito diferente” da que existe em Lisboa, o responsável disse que o PACT quer contribuir para fixar os jovens alentejanos e atrair “não só empresas, mas também famílias, de outras partes de Portugal” e “da Europa”.

O Alentejo não deve apenas ser entendido como “um belo sítio para passear” ou região conhecida pela sua gastronomia: “Temos de pensar no Alentejo tecnológico”, argumentou, defendendo outras medidas complementares, como a melhoria do transporte ferroviário.

O Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia é líder do Sistema Regional de Transferência de Tecnologia, que envolve mais de 30 parceiros do Alentejo, como a Universidade de Évora, os politécnicos de Beja, Portalegre e Santarém, empresas e outras instituições da região.

Fique de seguida com as imagens desta cerimónia, numa reportagem de Hugo Calado: