Segunda-feira, Março 4, 2024

Évora assinalou os 37 anos da classificação como Património Mundial (c/fotos)

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A cidade de Évora assinalou, no passado sábado (25 de novembro), os 37 anos do reconhecimento do Centro Histórico de Évora como Património Mundial pela UNESCO.

A data foi assinalada com uma sessão comemorativa no Palácio D. Manuel, onde, por um lado, se revisitou o processo que levou à classificação e, por outro, se abordou a transição da cidade para o futuro. A iniciativa serviu também para a apresentação do novo número do Boletim A Cidade de Évora.

A primeira parte da sessão ficou marcada pelas intervenções de Abílio Fernandes, Presidente da Câmara Municipal de Évora aquando da classificação, Ana Paula Amendoeira, Diretora Regional de Cultura do Alentejo e Carlos Pinto de Sá, Presidente da Câmara Municipal de Évora.

Houve ainda uma mesa redonda, subordinada ao tema ‘A cidade na transição para o futuro: o património cultural nas dinâmicas territoriais’ com as presenças de Hermínia Vilar, Reitora da Universidade de Évora, Nuno Ribeiro Lopes, coordenador do Plano de Pormenor de Salvaguarda do Centro Histórico de Évora, e Marcial Rodrigues, Presidente do Grupo Pró-Évora. A moderação esteve a cargo de Luís Matias, da Rádio Diana FM.

No decurso da cerimónia foi ainda realizado o lançamento do Boletim Cidade de Évora, Nº 4, III Série, apresentado por Miguel Pedro, chefe da Divisão de Cultura da Câmara Municipal.

No final, em declarações aos jornalistas, Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara de Évora, referiu que um dos principais desafio que a classificação trouxe para Évora, foi a “recuperação do Centro Histórico”, que “quando chegámos à Câmara de Évora, estava em degradação, estava parado, com muito pouca atividade e, portanto, na altura tivemos que definir um programa que chamamos de Revitalização do Centro Histórico de Évora, com várias componentes, uma componente de investimento público municipal, sobretudo dirigido a edifícios municipais de grande importância, mas também em áreas como a dinamização sociocultural do centro histórico, as questões ligadas ao apoio à recuperação por privados de edifícios do centro histórico.

Felizmente o Centro Histórico está aí, com esta vida intensíssima, atualmente temos a cidade cheia de gente, apesar de temos também problemas, dificuldades, coisas que não foram resolvidas e desafios para o futuro”, frisou.

Já sobre as perspetivas de futuro, Carlos Pinto de Sá afirma que “por um lado, as expetativas são boas, uma vez que nós entendemos que o centro histórico deve continuar a ser o coração de Évora da cidade e diria mesmo do Alentejo”, acrescentando que “temos naturalmente questões que têm a ver, por exemplo, com as questões ligadas com a manutenção da população no centro histórico, com o dar condições às populações, com as questões da habitação, com as questões relativas à mobilidade, com as questões relativas a esta questão, que eu acho que é fundamental e que coloquei como fundamental na minha intervenção, que é conseguirmos o equilíbrio entre a modernização do centro histórico e a salvaguarda, a preservação da identidade do centro histórico e esse é o grande desafio que temos pela frente”.

Fique de seguida de seguida com as imagens desta cerimónia, numa reportagem de Hugo Calado:

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