Terça-feira, Agosto 16, 2022
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Estudo defende terminal de mercadorias na zona dos mármores na ligação Sines/Caia

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Um estudo encomendado pela Infraestruturas de Portugal (IP) e por sete municípios defende a “viabilidade técnica e económica” da construção de um terminal de mercadorias, na zona dos mármores, para servir a nova ferrovia Sines/Caia, foi esta semana revelado.

“O estudo diz que já existem no território dinâmicas económicas, sobretudo, ligadas aos mármores e aos produtos endógenos que podem dar sustentação à construção do terminal”, indicou à agência Lusa o presidente da Câmara de Alandroal, João Grilo.

Elaborado por uma consultora, o trabalho foi encomendado pela IP e por sete câmaras municipais das zonas dos mármores e do Alqueva: Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Sousel e Vila Viçosa.

Segundo o autarca, os resultados preliminares do estudo apontam para a “viabilidade técnica e económica” da criação do terminal de mercadorias numa área que abrange os concelhos de Alandroal e Vila Viçosa, junto à futura estação técnica n.º 2 da nova linha ferroviária Sines/Caia.

“O estudo tem o aspeto positivo de realçar que, com o que já existe no território, poderia haver viabilidade para a construção do terminal”, insistiu, sublinhando que, se for construído, “haverá mais dinâmica”, o que aumentará “ainda mais a sua viabilidade”.

Considerando que as conclusões são “uma boa notícia para os municípios”, o presidente da Câmara de Alandroal frisou que as autarquias têm “expectativas que a nova linha não seja apenas de passagem” e que se traduza “em âncoras de desenvolvimento ao longo de todo o território”.

João Grilo adiantou que o estudo aponta que o setor dos mármores dá “um contributo decisivo” para a viabilidade da infraestrutura, porque “movimenta cargas de grande dimensão e peso, matéria-prima extraída e matéria transformada”.

“A transição do transporte rodoviário convencional para o ferroviário traduz-se numa redução muito importante dos impactos ambientais desta atividade”, nomeadamente nas emissões de dióxido de carbono e na degradação das vias rodoviárias, vincou.

Para o autarca, também as “dinâmicas” dos setores dos vinhos, azeites e alguns ligados à agricultura e os projetos de produção de hidrogénio verde que estão previstos para o território podem “justificar o investimento” na criação desta infraestrutura.

O presidente do município salientou que está agora “nas mãos das câmaras, autoridades regionais, IP e Governo” a tarefa de se encontrar “o modelo de financiamento” para a construção do terminal, que tem “um custo previsto de 11 milhões de euros”.

“Atendendo ao retorno que pode dar à região, acredito que não é particularmente difícil encontrarmos um modelo” de financiamento do projeto, com “fundos comunitários, sejam de nível nacional, seja o nível regional”, e a participação de todos os parceiros, realçou.

O custo da elaboração do estudo foi suportado em partes iguais pela IP e pelos sete municípios alentejanos.

Estão em fase de obra os quatro troços que vão integrar o Corredor Internacional Sul, entre Sines e a fronteira do Caia, em Elvas (Portalegre), no âmbito do Programa de Investimentos na Expansão e Modernização da Rede Ferroviária Nacional “Ferrovia 2020”.

O projeto pretende reduzir o tempo de trajeto, em consequência da utilização de comboios de tração elétrica entre Sines e Caia, e “aumentar a eficiência e atratividade” do transporte ferroviário de mercadorias, ao permitir a circulação de comboios de mercadorias com 750 metros de comprimento.

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