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Estremoz: Parceria vai dar “voz à cultura” no Palacete do Rossio e na Olaria Alfacinha (c/fotos)

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O Município de Estremoz, a Fundação Alentejo e a Fundação Convento da Orada assinaram, esta quinta-feira, um protocolo de colaboração.

Parceria esta que pretende dinamizar projetos culturais de interesse local e regional, principalmente em locais como o Palacete do Rossio e a Olaria Alfacinha.

Em conferência de imprensa, o presidente da autarquia, José Sádio, referiu que se vai proceder à requalificação dos dois edifícios e que, após esta, «a Câmara entrará em ação, para ter dinâmicas culturais em ambos os espaços, articuladamente com as fundações».

«É dinamizar, promover e assegurar que os espaços têm vida e que ocorrem eventos ao longo do ano», acrescentou, vincando também que os espaços terão de ser «naturalmente partilhados com outras associações».

Já que «sabemos da vontade das bandas em ter um espaço, algo onde possam expor o seu património», este que é um «pedido sistemático» destas coletividades.

«Tendo este protocolo assinado e essa capacidade de fazer, claro que iremos chamá-los para a mesa», disse ainda, sublinhando que «não podíamos fazê-lo antes deste momento, mas sabemos quais os anseios e ambições».

Fernanda Ramos, presidente da Fundação Alentejo, destacou que, em relação ao Palacete do Rossio, este é um edifício com «1 700 m2, onde funcionou uma escola profissional com 250 alunos permanentes».

Desta forma, «tem capacidade em termos de área e tem condições arquitetónicas para poder desenvolver e dar resposta à música».

A presidente da fundação realçou que está fechado há alguns anos, mas que, «depois de recuperado, vai ser disponibilizado para o município, para o Alentejo, mas com uma atividade permanente e disponível para a cultura».

«Terá de ter uma programação anual aprovada sempre pelo Ministério da Cultura e negociada com a Câmara Municipal e com os estremocenses», adicionou, referindo também que «há aqui iniciativas até já de âmbito internacional e porque não organizarmos um programa cultural que possa servir Estremoz, mas também o Alentejo».

Relativamente à Olaria Alfacinha, Fernanda Ramos sublinhou que «tem uma história interessante», já que «há cerca de 25 anos, foi entregue à Câmara Municipal um projeto que pressupunha a recuperação da olaria, na altura já sem atividade».

Sem alunos «jovens», porque «não aderem a estas área de formação», a presidente aclarou que «não podemos ter apoio, nem atividade em funcionamento». Após esse facto, a Fundação Alentejo quis dinamizar ali «um espaço onde os nossos jovens pudessem praticar» olaria, mas «tivemos de encerrar».

Desta forma, «foi-se degradando cada vez mais», mas está em vista uma recuperação «na ótica de o tornar utilizável pela comunidade».

«Tínhamos a olaria, pensava-se ter ali ateliês em que os turistas e os residentes pudessem pegar em barro e fazer uma peça. No outro edifício, era para termos ali uma galeria mínima, em que seria possível expor, não só produtos de cerâmica, mas também de artistas. Temos um espaço aberto em que era possível termos um auditório ao ar livre. Tínhamos a possibilidade também de fazer um auditório para 100 pessoas, para pequenas conferências. Outra parte, onde ser iria fazer um salão de chá, privilegiando a doçaria tradicional de Estremoz, com uma vista fantástica sobre a Serra d’Ossa», explicou.

Fernanda Ramos destacou que, na época, «chegámos a ter financiamento», porém «não houve possibilidades de entendimento, entre a Câmara e a Fundação, para que isso pudesse acontecer».

«Passados 25 anos, vamos recuperá-lo, mas já pressupõe um novo projeto. É preciso adaptar», acrescentou.

A presidente da fundação referiu ainda que «objetivo de todos é a cultura, a divulgação, dinamização e a sensibilização de todos os jovens», até porque «não é por acaso que os projetos são candidatos à Direção Geral de Cultura, porque o projeto vai ser avaliado pela sua mais-valia cultural».

Já Prof. Doutor Arq. João Alberto Correia, da Fundação Convento da Orada, detalhou que a previsão para as obras é de «365 após a aprovação», que promete ser «relativamente rápida».

«Quanto mais depressa avançarmos melhor e fazer a obra o mais rápido possível. Até porque há um fator de rentabilidade», acrescentou, dizendo ainda que «os mecenas também vão ficar com o próprio nome registado, para sentirem que também são parte do edifício».

De seguida, fique com a foto-reportagem.

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