O Ministro da Defesa, Nuno Melo, destacou o papel histórico e a relevância atual do Regimento de Cavalaria 3, durante uma cerimónia de homenagem à unidade militar mais antiga de cavalaria em atividade em Portugal.
Nuno Melo sublinhou a «transversalidade no que tem que ver com honra e glória» do regimento ao longo dos séculos, enaltecendo o seu contributo em vários momentos decisivos da história militar do país.
O regimento, que participou em conflitos como as Guerras Peninsulares, as Guerras Liberais, a Primeira Guerra Mundial, e as campanhas em África e na Índia, mantém-se, segundo o ministro, «atual» e pronto para responder aos desafios modernos, nomeadamente num «contexto geopolítico muito sensível a Leste».
O Governante destacou a dedicação e o esforço dos militares do regimento, que se mantêm preparados para contribuir com a sua competência e empenho, mesmo perante riscos significativos.
Em declarações aos jornalistas, o ministro expressou um vínculo pessoal ao regimento, lembrando o período em que ali se formou como militar e cidadão, e afirmou sentir-se como um «Dragão de Olivença». «Hoje não me sinto num ato apenas de Estado, sinto-me num regresso a casa», afirmou Melo, ao recordar as amizades e lições aprendidas durante o seu tempo no regimento.
«Só quem cumpriu o serviço militar consegue compreender como poucos meses de convivência se transformam em amizades para uma vida inteira», acrescentou.
O ministro concluiu destacando a importância de recordar e honrar o passado, enquanto se prepara o futuro, sublinhando a resiliência e o espírito de serviço dos militares portugueses.


















