Estremoz: José Gonçalez celebrou 30 anos de carreira e disse que “estarei seguramente no melhor momento”

A cidade de Estremoz recebeu, este sábado, 26 de Setembro, um espetáculo em que se assinalaram 30 anos de carreira do fadista José Gonçalez.

Um espetáculo em que o estremocense José Gonçalez apresentou o seu novo trabalho discográfico, tendo estado consigo em palco José Geadas, Silvino Sardo, André Amaro e Fafá de Belém.

Em declarações a’ODigital.pt José Gonçalez começa por referir “o fundamental é que passavam 30 anos sobre a gravação do meu primeiro disco e foi isso que eu quis assinalar” sendo que sobre o seu novo trabalho, o fadista estremocense diz que “a ideia de pôr na capa do disco uma foto minha com cinco anos tem um duplo sentido, o tal sentido dos 30 anos do primeiro disco e o regressar às origens, ao menino.”

Já sobre o espetáculo José Gonçalez salienta que “o que importava era celebrá-los [30 anos de carreira] na minha terra trazendo uma das maiores cantoras do mundo e é algo absolutamente que eu acho que jamais me passou pela cabeça, é algo que eu acho que teria que ser agora porque era um momento independentemente termos muita ou pouca gente, de termos muito frio e ainda temos uma pandemia que está de facto a arrasar-nos, mas também nós temos de continuar a viver.”

A presença de Fafá de Belém, José Gonçalez explica que “esta era a oportunidade [de a ter em Estremoz], eu ia ter a Fafá no Santa Casa Alfama e portanto a hipótese que tinha era, oito dias antes fazer na minha terra o concerto e que esteve para ser em dezenas de sítios, pois nós tínhamos 15 concertos marcados que foram todos adiados ou cancelados e portanto este como era da minha responsabilidade eu achei faze-lo, portanto, era aqui que eu queria fazer e estou contente e sempre muito feliz mesmo por ter sido aqui, era aqui que tinha que ser”.

“Estou completamente de coração cheio”, afirmou José Gonçalez ao falar ainda do espetáculo, salientando também que “aquilo que vai marcar, aquilo que vamos falar é que no dia 26 de setembro eu cumpri 30 anos de carreira, exatamente na minha terra, com os meus amigos, com aqueles que quiseram estar comigo e ainda por cima com o espetáculo tremendo, pois trouxe a Estremoz uma produção das melhores que se fazem, nesta altura, em qualquer parte do mundo e, portanto, isso deixa-me muito feliz, satisfeito e com a consciência tranquila de ter feito o meu melhor na minha terra.”

Já sobre o sentimento notório nesta noite pela sua cidade e pelo Fado, José Gonçalez assumiu “o meu amor por Estremoz e o meu amor ao fado e, portanto, também juntar esses dois amores na minha terra e como óbvio se nós formos sinceros naquilo que fazemos, essa emoção tem que lá estar.

Questionado se estaria no seu melhor momento da carreira, o fadista estremocense referiu que “sinto que em termos de maturidade e da minha forma de cantar estarei seguramente nos melhores momentos, mas também se calhar isso faz parte da vida, eu tenho 50 anos, tenho um percurso destes 30 anos e mais alguns antes dos discos, também fui construindo e vou me construindo a cada dia.”

Por fim, sobre o seu novo trabalho, José Gonçalez revela que “inicialmente a minha ideia é fazer um disco de fados tradicionais, era essa a ideia inicial quando me sentei com o Ângelo, o produtor do disco, a verdade é que depois tive a sorte de aparecerem dois temas neste disco que eu acho absolutamente geniais em termos musicais, um com o Pedro Jóia que é um dos maiores guitarristas do mundo de seu gênero, música flamenca e depois esta possibilidade deste dueto com Fafá, ou seja, o disco tem dez fados tradicionais. Inicialmente eu queria pôr os dois temas como bonus track, mas acabou por ser só um, porque a Valsa da Primavera necessariamente tinha de ser o single rei e também estava incrível. Mas posso dizer que pelo menos eu acho que é um Zé de verdade que lá está, cada um achará depois aquilo que entender, mas eu estou muito feliz também com o resultado do disco.”

Fique de seguida com algumas imagens deste espetáculo:

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