A Câmara de Estremoz associou-se às comemorações do Dia Nacional dos Centros Históricos, que se celebrou esta terça-feira, com a apresentação pública de um projeto de investigação sobre a carta arqueológica do concelho.
A apresentação do projeto CAETZ “Carta Arqueológica do Concelho de Estremoz. Balanço dos trabalhos realizados” decorreu no Museu Berardo Estremoz.
O projeto, resultante de um protocolo de colaboração entre a câmara e a Universidade de Évora, foi coordenado por André Carneiro, docente do Departamento de História da academia alentejana, com o objetivo de proceder a uma leitura global sobre o povoamento humano antigo no concelho de Estremoz.
Segundo o presidente da Câmara de Estremoz, José Daniel Sádio, “a carta arqueológica do concelho de Estremoz é um documento muito importante que se insere numa lógica de projeção do território, do ordenamento e até do potencial turístico que existe e que está por desenvolver“.
José Sádio Frisou que “estamos a criar alguns roteiros e irão ocorrer escavações em Santa Vitória, nas ruínas, durante o mês de julho. Para além disso estamos a desenvolver outros projetos que estão a ser montados e desenhados, mas que têm a mesma lógica que é potenciar aquilo que é o nosso património arqueológico e de ordenamento e de projeção do nosso território, mas também do potencial turístico que está sempre subjacente a este tipo de temática que é importante valorizar e potenciar, e por isso, este estudo aprofundado do nosso concelho também é fundamental.“
Já Hugo Guerreiro, Chefe da Divisão Sócio-Cultural da Câmara de Estremoz, disse que este documento fundamental “está a ser superiormente dirigido pelo Dr. André Carneiro, uma personalidade mais do que conhecida do meio académico e da arqueologia no nosso Alentejo, tem a colaboração, da Rita Laranjo, a nossa arqueóloga e o André têm conseguido recolher um conjunto de contributos, Universidade de Cádiz, Universidade de Mérida, são instituições muito privilegiadas nesta área da arqueologia e são contributos que o Professor André trouxe para a nossa carta arqueológica.“
Hugo Guerreiro deixou claro que “a carta arqueológica do nosso concelho é um documento absolutamente vital para qualquer projeto ligado ao urbanismo, para um PDM, e para qualquer documento que incida sobre o território. Se temos trabalhado o Património Imaterial com classificações e dando-lhe visibilidade, no nosso concelho o património arqueológico tem sido invisível e nós queremos alterar isso“.
O Chefe da Divisão de Desenvolvimento Sócio-Cultural, Desportivo e Educativo na Câmara Municipal de Estremoz revelou ainda que “este ano, no segundo trimestre, vamos contar com o roteiro megalítico na nossa aplicação VivEstremoz, em julho começam as escavações em Santa Vitória, nas ruínas romanas, um projeto com décadas, e acreditamos que finalmente temos condições para avançar, com a colaboração da Universidade de Évora e os seus alunos. Contamos também em março de 2024 ter visitas neste local, o que é uma mais-valia para a comunidade, vai trazer animação de verão em Santa Vitória e vai trazer animação de turismo cultural a esta localidade”.
Este projeto tem “ajudado a conhecer o património romano do concelho“, referiu Hugo Guerreiro, que salientou que “a câmara aderiu recentemente à Associação Portugal Romano que visa criar roteiros, parcerias e formas de dinamizar o nosso património arqueológico romano. Estremoz, apesar de não ter ainda nada visitável, estamos a projetar no futuro, vamos ter mais visibilidade e vai fazer-nos ganhar experiências de grandes cidades como Braga, Évora, Lisboa ou Coimbra”.
“Queremos dar visibilidade, dar reconhecimento, ajudar na preservação deste património, construir conhecimento científico e alavancar o turismo” concluiu.
Note-se que o documento apresentado tem como objetivos centrais, proceder a uma leitura global sobre o povoamento humano antigo no território do concelho de Estremoz, e dar a conhecer e gerir o património arqueológico na ótica autárquica, maximizando os valores patrimoniais e minimizando eventuais impactos decorrentes de futuros empreendimentos.
A Carta Arqueológica resulta de um Protocolo de Colaboração entre o Município de Estremoz e a Universidade de Évora, coordenado pelo Professor André Carneiro, Docente do Departamento de História.
Fique de seguida com as imagens deste acto, numa reportagem de Hugo Calado:






















