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Estratégia nacional da água tem mil milhões de euros em obras e inclui projetos no Alentejo

A Estratégia Nacional “Água que Une” conta atualmente com cerca de mil milhões de euros em obras já concluídas, em vias de conclusão ou com procedimento lançado, anunciou esta segunda-feira a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, um ano após a aprovação do plano.

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A Estratégia Nacional “Água que Une” conta atualmente com cerca de mil milhões de euros em obras já concluídas, em vias de conclusão ou com procedimento lançado, anunciou esta segunda-feira a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, um ano após a aprovação do plano.

A governante falava em Lisboa numa iniciativa organizada pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), destinada a assinalar o primeiro ano da estratégia nacional para a gestão dos recursos hídricos.

Segundo Maria da Graça Carvalho, os projetos já no terreno demonstram que a estratégia «não é uma manifestação de intenções», acrescentando que os investimentos abrangem várias regiões do país e diferentes setores ligados ao uso da água.

Alentejo entre as regiões com maiores necessidades hídricas

Durante a sessão, a ministra indicou que o Algarve é a região do país com maiores necessidades ao nível da resiliência hídrica, seguindo-se o Alentejo.

No caso do Alentejo, destacou vários projetos incluídos na estratégia, entre os quais o sistema de abastecimento de Santa Clara, que representa um investimento de cerca de 56 milhões de euros.

Este projeto integra a construção da Estação de Tratamento de Água (ETA) de São Teotónio, cuja obra já foi lançada, bem como a captação e a conduta entre Santa Clara e Odemira.

Maria da Graça Carvalho referiu ainda a Barragem do Pisão como uma infraestrutura com «enorme importância» para o Alentejo, cuja concretização foi assegurada através da reprogramação do programa Sustentável 2030.

Estratégia assenta em eficiência, resiliência e inteligência

A estratégia “Água que Une” está estruturada em três eixos principais — Eficiência, Resiliência e Inteligência — tendo como objetivo central promover o uso racional da água.

De acordo com a ministra do Ambiente e Energia, o plano já tem impacto na gestão dos recursos hídricos e em setores como a agricultura.

A governante destacou também o contributo deste setor para a redução do consumo de água, referindo que no Algarve a poupança atinge cerca de 30%.

Quase 300 medidas previstas até 2050

A estratégia nacional inclui cerca de 300 medidas destinadas à gestão eficiente da água em Portugal, algumas com horizonte de execução até 2050.

Entre as ações previstas encontram-se a construção de novas barragens, a redução de perdas nos sistemas de abastecimento e a interligação de bacias hidrográficas.

Na mesma sessão, o presidente da Águas de Portugal, António Carmona Rodrigues, alertou que os episódios recentes de chuva intensa não devem afastar a preocupação com as secas.

«Estamos a viver um período de cheias e devemos pensar nas secas porque elas vêm aí. Pode ser para o ano ou daqui a dois anos, mas, ciclicamente, virão com mais intensidade e frequência», afirmou.

O responsável apontou ainda como desafios a definição do modelo económico e financeiro da empresa AdP Água, criada para gerir o financiamento da estratégia, bem como a necessidade de simplificar procedimentos administrativos associados à execução dos projetos.

A Confederação dos Agricultores de Portugal anunciou que voltará a realizar um evento em 9 de março de 2027 para acompanhar a evolução da execução da Estratégia “Água que Une”.

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