O cozido voltou a ser preparado como antigamente: lentamente, numa panela de barro. A demonstração aconteceu na Azaruja, no concelho de Évora, e serviu para recordar a importância que este material teve — e continua a ter — na cozinha tradicional alentejana.
A Cocaria de Cozido em Panela de Barro realizou-se a 3 de julho, durante o Simpósio Internacional “Museus comunitários e desenvolvimento (G)local”, organizado pela Universidade de Évora e pela Associação Fábrica Catalã.
A iniciativa esteve a cargo de Vicente Quadrado, com o apoio de Rui Mataloto, do Município de Redondo, e pretendeu mostrar como o Museu do Barro de Redondo tem procurado recuperar tradições ligadas à olaria e à utilização do barro no quotidiano.
Uma receita preparada ao ritmo da cozinha lenta
Durante a demonstração, o cozido foi confecionado numa panela de barro, através de um processo de cozedura lenta que procura preservar os sabores e respeitar os métodos tradicionais.
A atividade permitiu cruzar a gastronomia com o debate em torno dos museus locais e do papel que estes espaços podem desempenhar na preservação do património cultural das comunidades.
Segundo o Município de Redondo, a iniciativa destacou a importância do barro na construção da identidade regional, numa relação em que a gastronomia assume um papel central.
Museu do Barro procura recuperar tradições
O Museu do Barro de Redondo tem desenvolvido trabalho de valorização da olaria e dos saberes associados a esta atividade, procurando aproximar as práticas tradicionais das novas gerações.
A cocaria realizada na Azaruja integrou essa estratégia, ao demonstrar que as peças de barro não são apenas objetos de exposição, mas também utensílios ligados à alimentação, à vida quotidiana e à memória coletiva do Alentejo.
De acordo com a autarquia, os sabores obtidos através da confeção em panela de barro foram um dos elementos em destaque durante a iniciativa.




















