“Estamos a cumprir o nosso compromisso de voltar a ter uma estação dos CTT em cada concelho”, diz Presidente dos CTT na reabertura da loja de Redondo (c/som e fotos)

Os CTT reabriram esta terça-feira, 18 de Fevereiro,, a Loja CTT da vila de Redondo, no distrito de Évora.

Loja que reabre no mesmo local onde encerrou à 1 ano, 1 mês e 18 dias de ter encerrado, sendo assim a quarta loja em sede de concelho a ser reaberta, no âmbito do compromisso público dos CTT.

Presente nesta pequena cerimónia de reabertura estiveram o Presidente da Câmara Municipal de Redondo, António Recto e o Presidente Executivo dos CTT, João Bento, bem como outros elementos da administração da empresa.

Em declarações à imprensa, João Bento explica o porquê desta reabertura um ano depois do encerramento, dizendo que “talvez tenha mudado a consciência muito clara que temos hoje, de que devemos estar mais próximo das nossas populações e, no caso concreto do Redondo onde nunca deixou de haver a presença dos CTT, porque mantivemos aqui no concelho 3 postos de correio e um na vila de Redondo, aconteceu que tínhamos a loja disponível e foi possível avançar com mais celeridade e estamos a cumprir esse nosso compromisso de estar próximo das populações e de tentar ao ritmo possível voltar a ter uma estação dos CTT em cada concelho e é isso que volta a acontecer um ano e pouco depois na vila de redondo.”

João Bento deixou claro que “não mudou certamente a questão demográfica, infelizmente, mas temos a convicção de que devemos estar próximos e devemos estar próximos com actos concretos e uma das formas que também tem algum simbolismo de concretizar essa proximidade é termos estações próprias em cada concelho”, acrescentando que “o facto de ter havido encerramento e houve mais encerramentos enquanto os CTT eram 100% do Estado, do que depois de serem privatizados, e depois de serem privatizados o numero de pontos de presença dos CTT esteve sempre a aumentar, todos os anos tem aumentado e o facto de ter havido muitos encerramentos no Alentejo, tem a ver com questões demográficas, mas estamos de volta e posso avançar que na próxima semana estaremos a abrir a estação de Aljustrel.”

Já sobre o futuro, o Presidente Executivo refere que “o actual contracto de concessão impõe critérios de densidade e de presença dos CTT que podem ser geridos pela empresa da forma que considera melhor e houve uma altura em que empresa considerou que seria mais adequado estar no redondo apenas com os postos de correio e agora achamos que deveríamos reforçar com uma estação”, adiantando que “quando a ANACOM lançou uma consulta publica sobre o próximo contrato de concessão, uma das perguntas que é feita a todos aqueles que responderam, é da opinião  de que deve haver uma loja em cada concelho e a reposta dos CTT foi de que sim, era se é razoável que haja uma loja por concelho, no actual contrato isso não era obrigatório e no próximo contrato tudo indica que será.”

João Bento Concluiu dizendo que “vamos continuar a abrir estações nas sedes de concelho e vamos fazê-lo ao ritmo das nossas possibilidades”.

Já o Presidente da Câmara Municipal de Redondo falou sobre a altura em que a loja encerrou dizendo que “era um serviço e cada vez que se encerra um serviço há sempre contestação, nunca é aceitável encerrar um posto de correios seja em que região do pais for” salientando que “na altura a Câmara teve a oportunidade de se manifestar contra o encerramento, aliás até com deliberações da Câmara unanimidade com todas as forças politicas, de que era inaceitável o encerramento desta loja.”

Sobre esta reabertura o autarca afirma que “concretiza-se a nossa aspiração, mas também a população hoje está mais enriquecida com a reabertura desta loja e ainda por cima no mesmo local onde estavam habituados a frequentar. Por parte da administração dos CTT vai de encontro às aspirações e é um contributo para esta região do pais.”

Falamos ainda com uma das primeiras utentes deste serviço, Ricardina Falé Martinho, que foi peremptória ao dizer que “foi um erro terem abalado daqui. Faziam muita falta aqui”, salientado que “não foi do nosso acordo eles terem abalado daqui.”