Os projetos “Se não for tu”, de Era Rolim, e “Bright Horses”, de Carminda Soares e Maria R. Soares, foram selecionados para a 3.ª edição do programa de apoio à criação artística Projeto Casa, foi hoje anunciado.
Os vencedores foram anunciados num comunicado conjunto enviado à agência Lusa pelo Espaço do Tempo, em Montemor-o-Novo (distrito de Évora), Cineteatro Louletano, em Loulé (Faro), e Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães (Braga), que promovem a iniciativa.
“O Projeto Casa procura ser um estímulo à criação nas áreas da dança, do teatro e de cruzamentos disciplinares e um contributo para o desenvolvimento sustentável do percurso de artistas nas referidas áreas”, salientaram.
Segundo os promotores, cada apoio concedido tem um valor total de 25 mil euros e incluirá uma residência de cerca de sete semanas no Espaço do Tempo e uma residência de cerca duas semanas no local de estreia absoluta da obra proposta.
Na área do teatro e cruzamentos disciplinares, o júri escolheu a proposta apresentada pela artista Era Rolim, intitulada “Se não for tu”, que “aborda as implicações organizacionais, sociais e políticas do fazer da arte contemporânea”.
A obra de Era Rolim, que se vai estrear nos Festivais Gil Vicente, no Centro Cultural Vila Flor, no dia 05 de junho de 2025, destacou-se “pela sua singularidade poética e pela conjugação inventiva de diferentes meios, técnicas e disciplinas”.
Era Rolim, pedagoga e licenciada em dança contemporânea, é criadora nos campos da dança, artes visuais, cinema e educação e trabalha, atualmente, como diretora artística de projetos entre Lisboa e Berlim.
Já no domínio da dança e cruzamentos disciplinares, a escolha recaiu em “Bright Horses”, de Carminda Soares e Maria R. Soares, que “propõe a refletir criticamente sobre ideias de competição na sociedade capitalista atual”.
Essa reflexão é feita “através da criação de três diálogos coreográficos entre irmãos gémeos que se posicionam em territórios que evocam disputa, agressão, luto, despedida, afeto e ilustram a complexidade das relações familiares como microcosmos de dinâmicas sociais mais amplas”.
De acordo com os promotores, o projeto apresentado por Carminda Soares e Maria R. Soares vai estrear-se no Cineteatro Louletano, em setembro de 2025.
Carminda Soares é artista multidisciplinar com trabalho nas áreas da dança, performance e escrita, enquanto Maria R. Soares é coreógrafa e intérprete.
O júri desta edição foi constituído por Pedro Barreiro e Patrícia Carvalho, do Espaço do Tempo, Rui Torrinha e Marta Silva, do Centro Cultural Vila Flor/A Oficina, e Paulo Silva e Dália Paulo, do Cineteatro Louletano.
Desde 2022, quando foi lançado, o Projeto Casa já apoiou a criação de quatro projetos de artistas em Portugal, nomeadamente “Um quarto só para si”, da associação cultural Silent Party, “Campo – Força – Chama”, de Josefa Pereira, “Volta para a tua terra”, de Keli Freitas, e “Musseque”, de Fábio Januário.
A obra de Fábio Januário tem estreia marcada para o dia 15 de novembro deste ano no Cineteatro Louletano, em Loulé.




















