InícioÚltimasEnsino Superior: Proposta de...

Ensino Superior: Proposta de revisão do RJIES deixa «sentimento bastante agridoce» nos estudantes

O Governo aprovou recentemente, em Conselho de Ministros, o novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES).

Ainda que tenha de ser aprovado em Assembleia da Repúblico para que se implemente efetivamente, a revisão não é consensual dentro da comunidade estudantil.

Segundo Ana Beatriz Calado, presidente da Associação Académica da Universidade de Évora (AAUÉ), em declarações a’ODigital.pt, destacou que este procedimento deixa um «sentimento bastante agridoce».

«Tivemos [movimento estudantil] uma reunião com o ministro sobre a primeira proposta», vincou a presidente, esclarecendo que os estudantes reivindicaram uma maior percentagem de participação na eleição dos reitores das instituições.

«Realçámos que ficávamos contentes de termos 25% para a eleição do Reitor e 30% para os docentes», acrescentou, dizendo ainda que «a aproximação aos docentes foi aquilo que, durante estes anos, todos lutámos».

Depois de envida a proposta da AAUÉ, a presidente atirou que «nunca mais fomos ouvidos» e que «até hoje, a única coisa que temos é a proposta num PowerPoint, onde as percentagens estão todas alteradas».

«O ministro disse que não iria dar a maioria a nenhuma parte e existe a subida de 30% dos docentes, em que agora, consoante esse PowerPoint, está nos 50%», frisou Ana Beatriz Calado.

Nesse mesmo documento, os estudantes veem ainda uma descida na sua participação para os 20% e os funcionários mantiveram a percentagem atual, de 15%.

Contudo, para além da maioria atribuída aos docentes, também a percentagem atribuída aos antigos alunos deixa o movimento estudantil «revoltado e frustrado».

«Percebo esta questão dos antigos estudantes, e acho que faz todo o sentido, porque é uma maneira de abrir as portas à sociedade daquilo que é a eleição de um reitor, mas é muito injusto para quem está atualmente no ensino superior ter uma percentagem só com um diferencial de 5%», acrescentou.

Explicando que para serem considerados antigos estudantes, há que passar por um «período de nojo», ou seja, cinco anos após terminarem os estudos. Período este que também deixa dúvidas na presidente.

«Acho que estes cinco anos não vão ter o impacto esperado pelo ministério, porque quem não está na universidade há mais de cinco anos, muitas das vezes, está desligado daquilo que é a instituição», vincou, compreendendo que esta foi a forma que o ministério encontrou para «abrir o espectro à sociedade».

Porém, Ana Beatriz Calado destacou que «esta questão tem várias coisas que não estão definidas» e que isso «tem de estar escrito e claro para as instituições».

Tudo isto, leva a presidente a acreditar que «a proposta não será aprovada de imediato».

Criado em 2007 e com algumas alterações pontuais até aos dias de hoje, esta é a primeira alteração de maiores dimensões do RJIES.

Mais notícias

Instituto Cultural de Évora abre candidaturas para nova coletânea «Évora Poesia»

O Instituto Cultural de Évora abriu as candidaturas para o segundo volume da coletânea...

“Os animais salvaram-me”: Helena David encontrou uma nova profissão depois de deixar o futsal

Ver entrevista completa aqui O plano de Helena David era ser jogadora de futsal. Começou...

ULS do Alentejo Central cria três núcleos de enfermeiros especialistas

A Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC) avançou com a criação de...

IPMA atualiza magnitude e intensidade do sismo registado esta madrugada perto de Évora

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) atualizou para 3,7 a magnitude...

Évora: Apresentada no sábado performance “O narrador”

A performance “O narrador”, do dramaturgo e ator Diogo Liberano, vai ser apresentada, no...

Sismo de magnitude 3,6 com epicentro a sul-sudeste de Évora

Um sismo de magnitude 3,6 na escala de Richter foi registado durante a madrugada...

Helena David conta no VÄLIDO Talks como transformou o amor pelos animais numa profissão

Helena David é a convidada do novo episódio do podcast VÄLIDO Talks, no qual...

Viana do Alentejo tem cerca de 650 contadores que não pagam água: Autarca quer reduzir “herança”

A Câmara Municipal de Viana do Alentejo identificou cerca de 650 contadores com água...

Banco de Portugal aponta que há 22 freguesias do Alentejo sem ponto de acesso a dinheiro

Vinte e duas freguesias dos distritos de Beja, Évora e Portalegre não dispunham de...