O número de vagas no ensino superior público para o ano letivo de 2025/2026 foi fixado em 76.818 lugares, representando um aumento de 691 face ao ano anterior.
No Alentejo, as instituições de ensino superior de Évora, Beja e Portalegre acompanham esta tendência de crescimento, com destaque para a Universidade de Évora, o Instituto Politécnico de Beja e o Instituto Politécnico de Portalegre.
A Universidade de Évora terá um total de 1.414 vagas para o próximo ano letivo no Regime Geral de Acesso, um aumento de quatro vagas face a 2024. No entanto, verifica-se uma redução nas vagas atribuídas através dos regimes especiais e concursos especiais, que passam de 895 para 759. Assim, o total global de vagas na instituição diminui de 2.305 para 2.173.
O Instituto Politécnico de Beja vê o seu número de vagas no Regime Geral de Acesso aumentar de 512 para 519. No total, considerando os regimes especiais e os concursos especiais, a instituição terá 655 vagas disponíveis, um acréscimo de sete vagas face ao ano anterior.
Além disso, o Politécnico de Beja continuará a oferecer cursos em regime de ensino a distância. Para 2025/2026, está prevista a manutenção das 50 vagas no curso de Solicitadoria, das quais 45 estão reservadas ao Regime Geral de Acesso e cinco para outros concursos.
O Instituto Politécnico de Portalegre apresenta o maior aumento entre as três instituições alentejanas, com mais 45 vagas no Regime Geral de Acesso, passando de 586 para 631. No total, incluindo os regimes especiais e concursos especiais, a instituição disponibilizará 995 vagas para o próximo ano letivo, um crescimento de 45 lugares face a 2024.
O aumento global das vagas no ensino superior para 2025/2026, divulgado antecipadamente pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, visa dar resposta às necessidades de formação em áreas estratégicas, incluindo educação e competências digitais. A nível nacional, destacam-se o crescimento de 20% nas vagas para os cursos de Educação Básica e o reforço da oferta em Medicina, com mais 130 vagas através de concursos e regimes especiais.
No contexto do Alentejo, a ligeira subida no número de vagas pode ter um impacto positivo na retenção de estudantes na região, que tradicionalmente enfrenta desafios na fixação de jovens qualificados. O reforço do Politécnico de Portalegre e a estabilidade no Politécnico de Beja e na Universidade de Évora sugerem uma aposta no ensino superior descentralizado, permitindo maior acessibilidade a estudantes do interior.


















