Enfermeiros do Serviço de Urgência do Hospital de Évora sem prémio de desempenho, dizem-se injustiçados

Enfermeiros

No início de dezembro entrou em vigor o decreto-lei que permite o pagamento de um prémio de desempenho aos profissionais de saúde que estiveram na linha da frente contra a pandemia durante a primeira vaga (de 19 de março a 2 de maio), mas ao que parece esse prémio, no Hospital de Évora, não vai ser pago a todos os profissionais.

Uma grande parte dos Enfermeiros do Serviço de Urgência Geral do Hospital do Espírito Santo de Évora estão indignados com o fato de não lhes ter sido atribuído o prémio de desempenho equivalente a 50% da remuneração base de acordo com o decreto-lei que já referenciamos.

Uma indignação que poderá levar os enfermeiros a pedir transferência em bloco, pois dizem-se injustiçados, pelo facto de destes profissionais terem sido os únicos a não receber este prémio.

Pois segundo fonte ligada à equipa de enfermeiros, o referido prémio foi atribuído aos Médicos do Serviço de Urgência Geral do Hospital de Évora e até à Equipa de Enfermeiros da Urgência Pediátrica, ficando assim os Enfermeiros do Serviço de Urgência Geral de fora, ao contrário do que aconteceu nas Urgências dos Hospitais de Portalegre, Beja, Elvas e do Hospital do Litoral Alentejano.

Ao que sabemos, a equipa de Enfermeiros do Serviço de Urgências pretende questionar o Conselho de Administração do Hospital sobre o porquê do Serviço de Urgência ser considerado como serviço de risco elevado, no que respeita ao risco de exposição profissional a SARS-Cov-2 e depois não se materializar na atribuição desse prémio.

Recordamos, que de acordo com o decreto-lei, que entrou dia 4 de dezembro em vigor, o prémio é pago uma única vez e “em 2020”. O valor equivale a 50% da remuneração base mensal de cada profissional. Estão abrangidos médicos, enfermeiros, técnicos de emergência médica pré-hospitalar, médicos legistas, trabalhadores das unidades e serviços de saúde prisionais e trabalhadores civis do Hospital das Forças Armadas e que exerçam funções no Serviço Nacional de Saúde – nas áreas dedicadas à Covid-19, cuidados de saúde primários, serviços de urgência, cuidados intensivos, laboratórios, centros de saúde e departamentos de saúde pública das administrações regionais de saúde.  O requisito definido é que tenham trabalhado pelo menos 30 dias (nos quais se incluem os dias de descanso semanal, isolamento ou doença resultante da infeção por SARS-CoV-2) na linha da frente: na observação, avaliação clínica, identificação de contactos, testes de rastreamento, vigilância ativa.