InícioEconomiaEmpresas do Alentejo discordam...

Empresas do Alentejo discordam da semana de quatro dias e destacam desafios no mercado laboral

Um inquérito da Associação Industrial Portuguesa – Câmara de Comércio e Indústria (AIP-CCI) revelou que 70% das empresas em Portugal discordam da implementação da semana de quatro dias, uma tendência também observada no Alentejo, onde 12% das respostas foram recolhidas.

Os setores do Comércio, Indústria e Construção, predominantes na região, são os que mais rejeitam esta medida, com 71% das empresas defensoras da semana de quatro dias a afirmarem que esta não deveria ser obrigatória.

Outro tema debatido foi a concertação interna de matérias laborais, como limites de horas extraordinárias e benefícios. No Alentejo, onde predominam micro e pequenas empresas, esta abordagem é amplamente defendida, alinhando-se com os 70% de empresas a nível nacional que sugerem que estas matérias sejam decididas internamente.

Relativamente ao modelo de trabalho, 81% das empresas nacionais mantêm um regime presencial. Contudo, 17% adotaram um modelo híbrido, sendo que 73% destas reportam ganhos de produtividade. No Alentejo, uma região com menor adesão ao teletrabalho, esta tendência reflete-se nas especificidades do tecido empresarial local.

Quanto ao Salário Mínimo Nacional (SMN), a maioria das empresas alentejanas acompanha as 65% nacionais que defendem a indexação do SMN à produtividade. Ainda assim, 56% das empresas consideram viável o valor de 1020 euros mensais até ao final da legislatura, apesar de 95% afirmarem desconhecer estudos que sustentem esta meta.

O inquérito destacou ainda temas como a autodeclaração de doença, rejeitada por 55% das empresas, e o “direito a desligar”, que divide opiniões. No Alentejo, as microempresas, representativas da região, expressaram maior rejeição quanto à implementação deste último.

Com dados recolhidos entre 12 de outubro e 11 de novembro de 2024, o estudo englobou 523 empresas, das quais 12% localizadas no Alentejo. A análise sublinha as especificidades da região, evidenciando os desafios do tecido empresarial face às transformações no mercado laboral.

Mais notícias

Anuário Estatístico de Portugal revela agravamento do risco de pobreza no Alentejo apesar da descida do desemprego

O Alentejo foi uma das três regiões do país onde o risco de pobreza...

BE exige esclarecimentos sobre impactos da refinaria de antimónio em Sines

O Bloco de Esquerda pediu hoje esclarecimentos sobre os impactos sociais e ambientais da...

Projeto europeu quer acelerar transformação digital das empresas do Alentejo

As pequenas e médias empresas do Alentejo vão ser abrangidas por um novo projeto...

Insolvências aumentam em Beja, Évora e Portalegre no primeiro semestre de 2026

Os distritos de Beja, Évora e Portalegre registaram um aumento das insolvências declaradas durante...

Roberto Grilo defende que Arronches prova que a baixa densidade «não significa baixa capacidade económica»

O vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Roberto Grilo,...

Não é só uma feira: Autarca explica porque a FAE é decisiva para Arronches (c/fotos)

A XV Feira das Atividades Económicas de Arronches arrancou esta quinta-feira, 9 de julho,...

CCDR Alentejo lança plataforma para aproximar empresas dos fundos comunitários: “A primeira do país”

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo lançou a Plataforma EREI...

Distribuição farmacêutica gera mais de 5 mil postos de trabalho em Portugal

A distribuição farmacêutica gera mais de 5 mil postos de trabalho diretos e indiretos...

RoadBook chega a Beja para debater comunicação, inovação e futuro do distrito

O RoadBook – Inspirar pessoas, afirmar Portugal chega ao distrito de Beja no próximo...