O Cineteatro Florbela Espanca, em Vila Viçosa, foi palco, este sábado, 8 de novembro, da apresentação do livro «Estado-Maior-General das Forças Armadas – 50 anos», uma obra que documenta meio século de história e evolução do EMGFA.
A cerimónia integrou o programa comemorativo do 51.º aniversário do Estado-Maior-General das Forças Armadas e contou com a presença do Chefe do EMGFA, General José Nunes da Fonseca, do Secretário de Estado Adjunto da Política da Defesa Nacional, Nuno Pinheiro Torres, do General Luís Valença Pinto, do editor Pedro Avillez e do presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Inácio Esperança.
General José Nunes da Fonseca destacou papel histórico e atual do EMGFA
Nas palavras proferidas, o General José Nunes da Fonseca recordou que a escolha de Vila Viçosa para as comemorações se prende com o simbolismo histórico do concelho e a ligação ao patrono do EMGFA, o Condestável Nuno Álvares Pereira.
O Chefe do Estado-Maior-General sublinhou que «as Forças Armadas Portuguesas estiveram sempre onde a comunidade internacional solicitou e o interesse nacional determinou», referindo que o seu empenho tem sido constante «em terra, no mar e no ar, no Atlântico e no Índico, na Europa, em África, na América do Sul e no Médio e Extremo Oriente, em operações de paz, apoio humanitário e cooperação».
Uma instituição em transformação
José Nunes da Fonseca salientou que o Estado-Maior-General, criado em 1974, tem desempenhado «um papel central na coordenação do emprego do instrumento militar garantido pelos três ramos, numa perspetiva de otimização do esforço conjunto das Forças Armadas».
Defendeu ainda que a instituição deve continuar a evoluir, incorporando novas tecnologias e dimensões estratégicas: «Importa constantemente evoluir através da progressiva incorporação das novas dimensões ciberespaço e espaço e da adoção de tecnologias emergentes, da inteligência artificial, da miniaturização e da robotização».
Contudo, o General fez questão de reforçar que o centro da missão permanece nas pessoas: «Sem nunca perder de vista as pessoas, centro de gravidade das Forças Armadas – qualificadas, motivadas, leais e corajosas, aptas a confirmar a confiança que os portugueses nelas depositam».
O livro que preserva a memória e o futuro
O General José Nunes da Fonseca apresentou a obra como um testemunho de continuidade e serviço: «O livro que hoje se apresenta é uma demonstração de continuidade e de serviço», referindo que as suas páginas «lembram-nos que a essência da instituição militar reside menos nos meios de que dispõe e mais nos seus servidores e nas qualidades que os mobilizam».
A publicação, editada pela Tribuna da História, compila momentos decisivos do percurso do EMGFA, «resultado de decisões determinantes, de visão estratégica e de ânimo transformador», e pretende preservar um legado para as gerações vindouras.
Durante a cerimónia, o General expressou reconhecimento a todos os envolvidos no projeto, em particular ao General Luís Valença Pinto, à editora e à comissão de redação, destacando o «rigor, concisão e espírito de missão» de todos os que contribuíram para a concretização da obra.
Compromisso com o futuro das Forças Armadas
A concluir, o Chefe do EMGFA reafirmou o compromisso da instituição com o futuro: «Cinquenta e um anos após a sua criação, o Estado-Maior-General das Forças Armadas mantém-se fiel à sua missão. Continuará a assegurar a unidade de comando, a fortalecer a ação conjunta e a servir com integridade, aptidão e lealdade».
Terminou referindo que esta obra «materializa mais do que uma celebração: testemunha a confiança que reiteradamente se deposita nos militares, mulheres e homens, que conquistam essa confiança dia após dia, com silêncio, espírito de missão e humanismo, na garantia da liberdade e da segurança de Portugal».
O lançamento do livro em Vila Viçosa integra o programa das comemorações do 51.º aniversário do EMGFA, que decorrem durante o fim-de-semana e incluem cerimónias religiosas, culturais e militares. O evento reforçou a ligação histórica do concelho ao patrono das Forças Armadas, São Nuno de Santa Maria, e destacou o papel de Portugal no contexto internacional através das suas missões de paz e cooperação.



































































































